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Yahoo! Esportes - Um gol por jogo? É a “Liga das Precauções”
Um gol por jogo? É a “Liga das Precauções”
Qua, 23 Abr, 08h04
Por Sérgio Rizzo
Sérgio Rizzo

Seria conveniente, para o bem do futebol e o prestígio da Liga dos Campeões, que Liverpool e Barcelona fizessem gols logo no início dos jogos de volta das semifinais, na próxima semana. Assim, Chelsea e Manchester United se veriam obrigados a correr desde cedo atrás de um resultado favorável e as partidas tenderiam a ser mais abertas do que os precavidos empates que abriram a fase, com média de apenas um gol por confronto.

Na mecânica dos “jogos de 180 minutos” em que gol fora vale mais, o Chelsea já estaria feliz da vida se retornasse ontem de Liverpool com um empate em zero a zero. Duas falhas consecutivas – incluindo algo raro, um cochilo de Lampard – permitiram o gol de Kuyt.

Não seria dos piores resultados para reverter em Londres, mas o gol contra de Riise, nos descontos, deixou o Chelsea com a sensação psicológica de vitória. Até a próxima quarta, no entanto, o time de Gerrard terá tempo para readquirir confiança.

No próximo sábado, o Chelsea tem um confronto decisivo pela Premier League contra o Manchester United, também em casa. Sabe-se que uma vitória encherá de gás o elenco para quarta-feira, mas não se sabe direito como um empate ou derrota, que deixariam o título nacional no colo do Manchester, vão afetar o desempenho contra o Liverpool, algoz do clube londrino em outras duas semifinais da Liga dos Campeões nos últimos quatro anos.

O Manchester entrará em campo no sábado, na “final virtual” contra o Chelsea, com o sentimento de dever cumprido em Barcelona. Mais feliz estaria se Cristiano Ronaldo tivesse convertido o pênalti marcado logo no início da partida, e que provavelmente contribuiria para tornar a partida menos cerebral e mais aberta.

O Barça, por sua vez, foi para a cama hoje com a idéia de que não fez o dever de casa. Na próxima terça, em Manchester, o time catalão terá, de longe, o desafio mais espinhoso das semifinais, talvez o maior já enfrentado por alguém nesta Liga dos Campeões – ganhar do melhor time europeu do momento em sua própria casa ou, na pior das hipóteses, arrancar dele um empate com gols.

Empate com gols, Rijkaard. Solte a turma e seja o que os deuses da bola quiserem. Os fãs do bom futebol agradecem.


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