MADRI (AFP) - O presidente do Barcelona, Joan Laporta, anunciou nesta quinta-feira que o ex-jogador 'culé' Josep Guardiola substituirá o holandês Frank Rijkaard ao término da atual temporada.
"A junta diretora decidiu que no final desta temporada Frank Rijkaard deixará o comando técnico do FC Barcelona, e seu cargo será ocupado por Josep Guardiola", afirmou Laporta em uma entrevista coletiva.
O técnico holandês do Barça "reagiu de modo elegante e com muito sentimento quando foi comunicado de sua substituição", assinalou o presidente 'culé'.
Rijkaard, 45 anos, que chegou ao Barça em 2003 e tinha contrato até 2009 com o Barça bicampeão espanhol (2005 e 2006) e uma Liga dos Campeões (2006).
"Levou-nos à glória, mas lamentavelmente é certo que, nos últimos dois anos, a sorte não nos acompanhou", afirmou Laporta, ao referir-se ao período durante o qual o Barça só conseguiu ganhar a Supercopa da Espanha.
O presidente catalão referiu-se ao futuro técnico do Barça, atualmente no comando do Barcelona B (3ª Divisão), como uma pessoa que garantirá "a continuidade do ideário futebolístico que nos trouxe êxitos".
"Guardiola tem os conhecimentos, o sonho e a autoconfiança para ter sucesso", disse Laporta. Mas alguns setores do clube consideram que o técnico tem pouca experiência para assumir o comando técnico do Barcelona, que terá que renovar seu elenco.
Josep Guardiola foi um dos melhores jogadores espanhóis dos anos 90, com uma longa lista de títulos.
Como jogador venceu uma Copa da Europa de Clubes Campeões (1992), uma Recopa da Europa (1997), uma Copa Intercontinental (1992), seis campeonatos espanhóis (1991, 1992, 1993, 1994, 1998 e 1999), duas Copas da Espanha (1997 e 1998) e uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992).
Passou a maior parte de sua carreira no Barça (1990-2001), clube que o formou. Mas uma lesão grave na temporada 1997-1998 o obrigou a ficar um ano sem jogar.
Peça chave do 'dream team' de Johan Cruyff (o técnico dos quatro campeonatos consecutivos, de 1991 a 1994, e o da primeira Liga dos Campeões em 1992), Guardiola sobreviveu como pôde à autoridade de Louis van Gaal, técnico de 1997 a 2000.
Guardiola, 47 vezes chamado para a Seleção espanhola (5 gols), terminou por abandonar o clube do coração em 2001 para tentar uma nova experiência na Itália, por onde passou sem glória. Jogou no Brescia (2001-2002), na Roma (2002) e novamente no Brescia (2002-2003).
O fim de sua carreira foi marcado por um caso de doping na Itália em 2001 com nandralona. Condenado em 2005, foi absolvido em outro de 2007 pelo Tribunal de Apelação.