Foi uma noite memorável. A torcida coloriu o Maracanã e fez o que pode. Em campo, os dois Tricolores entraram de corpo e alma numa partida brigada do início ao fim. Washington, o “Coração Valente”, foi um leão que até hoje não havia sido. O resultado foi o melhor possível.
O eficiente esquema de Muricy Ramalho se baseia na habilidade de alguns jogadores para fazer gols. E na disposição física de outros para não deixar seus adversários marcarem. O São Paulo jogou como sempre joga. E levou três gols, fato pouco comum nas redes de Rogério Ceni. A superioridade do Tricolor Carioca teve o mesmo tamanho.
A evolução quem mostrou foi o Flu. Acusado de ser um time de apenas uma jogada, finalmente, Renato Gaúcho percebeu que tem time para jogar tocando a bola, usando velocidade e habilidade para enlouquecer a bem armada zaga sãopaulina. Não que a atuação do time do Rio não precise de retoques. Por exemplo, somente depois de Gabriel sair para jogo, o Fluminense superou os paulistas. Isso não é nada, mas o time foi melhor ainda com um lateral que apoiava.
Agora é hora de muita concentração e treinar esse esquema que parece uma avalanche para cima dos adversários. Este Fluminense é o Fluminense que sua torcida espera há três anos. Finalmente ele apareceu. Tomara que fique por muito tempo.
Um dia para esquecer
O sistema defensivo do time vascaíno é algo que ainda vai deixar louco os treinadores do Vasco. A última quarta foi um filme de terror para os torcedores. Parecia que o Sport faria outro gol quando bem quisesse. Mas nada está perdido. Em São Januário, com sua torcida, o Vasco tem boa chance de levar o resultado para os pênaltis. Entretanto, não pode tomar gols. Aí é que mora o perigo.