Para quem gosta de futebol e mora em São Paulo, tornou-se inevitável a associação do feriado de Corpus Christi com um trocadilho infame envolvendo a torcida do Palmeiras: o Dia de Porcos Tristes. Aqui você vai saber como e por que surgiu essa expressão.
A primeira vez em que essa brincadeira foi feita com os palmeirenses (pelo menos a primeira de que me lembro) foi em 1986, justamente o ano em que a torcida alviverde resolveu assumir o apelido de “porco”, antes tomado como ofensa suprema.
Na noite de 3 de setembro daquele ano, o Palmeiras completou dez temporadas longe do título de campeão paulista (e de qualquer outro título importante), ao perder o segundo jogo da final estadual para a Inter de Limeira, no Morumbi, por 2 a 1. No dia seguinte, os torcedores rivais vieram com essa: “Sabe que dia é hoje? Ora, hoje é dia de ‘porcos tristes’...”
Naquela primeira vez, no entanto, a brincadeira valeu só pela metade: em 1986, o feriado de Corpus Christi havia caído bem antes, no dia 20 de maio.
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Para que a gozação fosse completa, os rivais do Verdão tiveram que esperar mais 14 anos. Mais precisamente até a noite de 21 de junho de 2000, uma quarta-feira, quando o Palmeiras disputou o segundo jogo da final da Libertadores contra o Boca Juniors, da Argentina, no Morumbi.
O Palmeiras era o então campeão sul-americano de 1999, e lutava pelo bi. Em uma semifinal histórica, havia despachado o arquirrival Corinthians nos pênaltis, o que só aumentava as atenções dos adversários locais para aquela decisão diante dos argentinos.
O primeiro jogo, em La Bombonera, em Buenos Aires, havia acabado empatado em 2 a 2, e aquela segunda partida também, em 0 a 0. Nos pênaltis, deu Boca, 4 a 2. No dia seguinte, os antipalmeirenses puderam comemorar mesmo o seu Dia de Porcos Tristes. Porque, coincidentemente, era também feriado de Corpus Christi.