(São Paulo, BR Press) - Para Dunga, foi irrelevante a vitória no amistoso contra o Canadá. Muito menos os erros provocados pela sua defesa. A seleção se prepara mesmo para os dois jogos das eliminatórias contra o Paraguai e Argentina.
O técnico sabe que deverá contar com Kaká para essas duas partidas importantes. Até lá, segundo os médicos, ele deverá estar curado da cirurgia no joelho.
O grilo que atormenta a cabeça de Dunga é que ele sabe também através de informações de bastidores que o meia não fez nenhum esforço para conseguir junto ao Milan a sua liberação para jogar a Olimpíada.
Nos depoimentos para a imprensa, Kaká reitera que fez gestões e tentou convencer os italianos. Se for verdade, sua atitude resultou inútil diante do veto milanês e sua confirmada ausência em Pequim.
As idiossincrasias entre o craque e o treinador remontam desde a efetivação de Dunga na direção da seleção brasileira. Na época, junto com Ronaldinho Gaúcho, o técnico andou criando polêmicas ao não relacioná-los nas primeiras convocações.
Será necessário alguém de bom senso entrar em campo e tentar acabar com essa briguinha que só prejudica o futebol brasileiro.
Bela idéia
Para cumprir uma lei estadual temos acompanhado nos últimos tempos a execução do Hino Nacional antes dos jogos. Os jogadores ficam perfilados, alguns dão a impressão de não entenderem o que está acontecendo e outros fingem que conhecem a letra de Osório Duque Estrada.
Enquanto isso, as torcidas gritam e pulam seus hinos e desrespeitam dois ícones da Nação, o Hino e a Bandeira. Qualquer pessoa de bom senso se incomoda muito com isso.<> O Pacaembu parece-nos ter resolvido a situação. Quinze minutos antes do jogo o locutor anuncia a execução do Hino Nacional, cumpre a Lei e sem a exposição acintosa dos times, ficou-nos a impressão de que o público está respeitando um pouco mais.
Marcelinho Carioca
Ídolo dos corintianos, o Pé de Anjo está jogando há algum tempo no Santo André e agora conseguiu atingir uma marca expressiva: 500 gols oficiais.
Marcelinho começou no Madureira, passou pelo Flamengo, mas foi no Corinthians que ele encontrou gloriosos momentos de títulos e performances espetaculares.
Disposto e otimista, o meia deve continuar jogando mais algum tempo e com certeza ampliará essa marca.
BAMBAMBÃ
Robinho na seleção
A seleção brasileira não jogou nada contra o Canadá e conseguiu a façanha de ser ameaçado pelo frágil adversário. O único ponto positivo foi Robinho. Com a camisa da seleção, ele joga demais e deve ser o comandante do Brasil na Olimpíada.
BUMBUMBUM
Luxa vai ou fica?
Até quando a torcida do Palmeiras viverá com a incerteza da permanência de Vanderlei Luxemburgo? Cotado para dirigir o México (que fechou com Sven Goran Ericksson) e agora para assumir o Lyon (França), Luxa parece inclinado a deixar o Alviverde.
Pois se ele quisesse mesmo ficar, nem propostas ele aceitaria ouvir.
(*) Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Estará em Pequim, cobrindo as Olimpíadas e escrevendo uma coluna especial de lá. Fale com ele pelo e-mail mbernardes@brpress.net .