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Hoje em esportes
Vence o Fluminense
(Sex, 06 Jun, 01h54)
 

Por Celso Unzelte

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Na terceira tentativa, o Fluminense já conseguiu aquilo que muita gente boa, inclusive do Brasil, vem correndo atrás e tentando muito mais vezes, mas ainda não conseguiu até hoje: disputar uma final da cada vez mais cobiçada Copa Libertadores da América.

1971. O Fluminense campeão em 1970 do Robertão (antecessor direto do atual Campeonato Brasileiro) era um bom time. Tinha o goleiro Félix e o lateral-esquerdo Marco Antônio, tricampeões do mundo pelo Brasil no México, e um bom ataque, formado por Cafuringa, Samarone, Flávio e Lula.

Na primeira fase da Libertadores, o Tricolor saiu matando, com três vitórias fora de casa (sobre o Palmeiras, 2 a 0; o Deportivo Galícia, da Venezuela, 3 a 1; e o Deportivo Itália, também da Venezuela, 6 a 0) e uma no Maracanã (4 a 1 no Deportivo Galícia). Faltavam apenas dois jogos, em que bastaria ter marcado um mísero pontinho para ficar com a única vaga do Grupo III. Mas foi aí que o desastre aconteceu.

Em uma das maiores zebras da história da Libertadores, o Flu é derrotado por 1 a 0, no Maracanã, pelo Deportivo Itália, aquele mesmo que jogando em casa havia sido goleado por 6 a 0. Depois, o Fluminense perde do Palmeiras, também no Maracanã, por 3 a 1, e dá adeus a uma classificação que estava quase garantida.

Na reportagem “Os sete dias de desgraça”, a revista Placar aponta como motivos da catástrofe uma crise de vedetismo envolvendo Lula, Samarone, Cafuringa, Flávio e Galhardo e os problemas pessoais de alguns jogadores, como Didi, às voltas com um processo policial.

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1985. Depois de 14 anos, o Flu está de volta à Libertadores, agora como atual bicampeão carioca (chegaria ao tri naquele mesmo ano) e campeão brasileiro de 1984, conquista, aliás, que lhe valeu a vaga. Era o time de Paulo Victor, Aldo, Duílio, Vica e Branco (Renato); Jandir (ou Leomir), Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato (ou Paulinho).

Pouco antes do início da competição sul-americana, o técnico argentino José Omar Pastoriza, campeão da Libertadores pelo Independiente no ano anterior, chega a ser contratado. Mas pede demissão, reclamando que não recebeu nada do que foi combinado, nem mesmo as passagens de Buenos Aires ao Rio.

Mais uma vez, o Tricolor não passa nem da primeira fase, sem ganhar um único jogo. Empatou duas com o Vasco (3 a 3 e 0 a 0), perdeu duas de 1 a 0 do Argentinos Juniors, perdeu uma (0 a 1) e empatou outra (0 a 0) com o Ferrocarril Oeste, também da Argentina.

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2008. O Flu do zagueiro Thiago Silva, de Arouca, Conca, Dodô, Washington e outros heróis (como o goleiro Fernando Henrique) faz a melhor campanha da Libertadores. Passa por bichos-papões como o São Paulo, nas quartas-de-final, e o Boca Juniors, nas semifinais. E chega à decisão.

Quatro meses antes, em um empate em 0 a 0 na estréia do Flu na competição, em Quito, o assessor de imprensa do clube, Alexandre Bittencourt, teria previsto, conforme relata agora em seu livro 12º Passageiro – O Diário de Bordo de um Assessor de Imprensa: “Fluminense e LDU, do Equador, farão a final desta Libertadores”. Estava escrito há 6.000 anos, como diria o tricolor Nélson Rodrigues.

 
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