Pela primeira vez, um time do Nordeste — o Sport Recife, de Pernambuco — ganhou a Copa do Brasil, garantindo vaga na Libertadores de 2009. Ao longo da transmissão da final com o Corinthians, um misto de preconceito e desinformação por parte da Rede Globo.
Durante aquela partida, vencida pelo Sport pelos 2 a 0 que a equipe precisava para ficar com o título, os técnicos realizaram as seis substituições possíveis. Mano Menezes, do Corinthians, trocou Carlos Alberto por Lulinha e Diogo Rincón por Acosta no intervalo. Aos 27 do segundo, Wellington Saci entrou no lugar de Dentinho. Pelo Sport, Nelsinho Baptista colocou Enílton no lugar de Kássio, aos 25 minutos do primeiro tempo. No intervalo, trocou Leandro Machado por Roger, e no segundo tempo, Luciano Henrique por Éverton.
No entanto — e invariavelmente —, enquanto todas as substituições corintianas foram imediatamente informadas ao telespectador com as respectivas vinhetas mostrando quem entrava e quem saía, as do Sport apareciam tardiamente. Como se fossem menos importantes ou (pior) o responsável não soubesse quem eram os jogadores do Sport que estavam entrando ou saindo. Preconceito ou desinformação?
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“Eterno símbolo de orgulho
É o pavilhão
De listras pretas e vermelhas,
Com o Leão
Erguendo, imponente, o imortal escudo
Mostrando à gente que o Sport é tudo.”
Eis, acima, uma estrofe do belo hino do campeão da Copa do Brasil 2008, composto pelo engenheiro Eunitônio Pereira e infelizmente ofuscado nos órgãos de comunicação do sul do Brasil pelo frevo “Pelo Sport Tudo” (também conhecido como “Moreninha”).
Acontece que no final do jogo, quando resolveu homenagear o Sport mostrando seu escudo com os dizeres “Campeão do Brasil”, a Globo novamente meteu os pés pelas mãos. O distintivo do time pernambucano apareceu várias vezes na tela, e todas elas invertido.
Com isso, as listras pretas e vermelhas, que deveriam estar na posição ascendente, saíram na descendente. O leão, em vez de estar voltado para o lado esquerdo de quem o vê de frente, estava virado para a direita. E as letras SCR, presentes no “imortal escudo” que ele ergue “imponente”, também saíram, obviamente, invertidas.
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Entre os vários telefonemas de “sinceras condolências” que recebi logo depois da derrota corintiana, gostaria de registrar um, feito pelo palmeirense André Mazzuchelli diretamente da... China, onde está trabalhando. “Isso aqui está uma festa. Nunca vi tanto chinês contente nas ruas”, disse ele, irônico.