Um sem número de pessoas estranhou na noite da última quarta-feira o que acontecia no estádio Casablanca. O forte time do Fluminense assistindo a movimentação da Liga Deportiva Universitária. Os primeiros 45 minutos mostraram uma equipe jogando bola, como se deve jogar na Libertadores, e outra não entendendo o que estava acontecendo em campo.
O que aconteceu? Os jogadores tremeram? O esquema tático estava comprometido? Foi salto alto? Nada disso. Posso dizer sem medo de errar que foi falta de ritmo. Isso é o que dá não jogar uma só partida competitivamente durante três semanas. Ainda bem que, após a bronca de Renato no intervalo, os jogadores se superaram e equilibraram o jogo.
Os 21 dias de “descanso” foram o terrível adversário, aliado à velocidade da bola. A altitude de Quito não prejudica tanto o preparo físico, mas a bola é muito rápida também. Ninguém esqueceu isto. Os cariocas sabiam, jogaram lá anteriormente. O que não quer dizer que apenas a experiência poderia evitar os transtornos. A falta de ritmo impediu.
Muita gente disse que a sorte foi o melhor reforço na campanha do Flu. Não chega a ser uma verdade absoluta, mas que ela ajudou, ajudou. É claro que não há sorte para quem é incompetente. O belo gol de Thiago Neves e a bola na trave de Fernando Henrique no finzinho do segundo tempo comprovam isto. O resultado por dois gols de diferença permite ao Tricolor sonhar com a vaga em Tóquio.
No Maracanã vai ser diferente. Com certeza, os comandados de Renato vão a campo “com a faca entre os dentes”. A torcida fará a sua parte, enquanto a equipe mostrar condição de tirar a vantagem dos equatorianos. Além do que, será uma festa linda antes e durante o jogo. Coisa para arrepiar qualquer jogador.
Compartilho a esperança dos torcedores, mas, nas Laranjeiras, isso deve se reverter em muito trabalho. Acredito até que os caras que jogaram em Quito deveriam dar uma amostra do que pretendem na próxima quarta-feira frente ao Botafogo. Seria um ótimo teste e bom apronto para a grande final. Mas, acho que não vai rolar.