(São Paulo, BR Press) - Materializou-se a idéia de Marcel Figer, logo apoiada pelo então prefeito José Serra. O frio de 12º da noite paulistana da última terça-feira (24/06) foi aquecido pela emoção de figuras das mais diferentes atividades que lotaram o anfiteatro do novo Museu do Futebol.
Nada melhor para abrigar nossa maior marca cultural do que o estádio do Pacaembu. E melhor ainda que o museu será inaugurado com uma exposição sobre o Rei Pelé.
Lá estava ele. Majestoso como sempre, olhos esbugalhados e avermelhados, humilde, feliz, elegantemente trajando um casacão com um cachecol que não tem jeito de made in Brazil.
Ao lado de Pelé estava Gilberto Kassab, que ao substituir Serra na Prefeitura, deu seqüência ao empreendimento, que conta com o apoio da Fundação Roberto Marinho.
Encontro com Pelé
Depois da rápida solenidade, que teve como mestre de cerimônias o meu velho amigo Cleber Machado, tive um rápido encontro com Pelé. E não perdemos a chance das costumeiras brincadeiras.
Ele estava com pressa e disse-me que tinha um compromisso importante. Eu acrescentei que agora que ele está solteiro não haverá moça bonita que formará qualquer defesa para detê-lo com sua arte que já infernizou zagueiros pelo mundo afora e deixou marcas indiscutíveis em muitos corações femininos.
Ele sorriu, como se concordasse.
Olímpicos pinheirenses
Na mesma noite, quanto mais caía a temperatura, mais emoção nos cercava. Do Pacaembu fomos direto para o EC Pinheiros que realizava uma festa com conselheiros, dirigentes e jornalistas para a apresentação oficial dos atletas que treinam no clube e que representarão o Brasil em Pequim.
Não há entidade no Brasil que se dedica com tanta competência e boa vontade aos atletas olímpicos como o Pinheiros. Muitos medalhistas, entre eles, Gustavo Borges e Ricardo Prado, treinaram no clube.
Hoje a coleção tem o triplista Jadel Gregório, as ginastas Daiane dos Santos e Laís de Souza, a encantadora nadadora Flávia Delaroli e tantos outros que estarão na China.
O ambiente descontraído e camarada oferecia otimismo quanto a nossa performance na Olimpíada deste ano. Poderemos evoluir em relação à Grécia. Por mínimo que seja será uma evolução. Aquém da grandeza e dimensão do país, é verdade. Mas será uma evolução!
Não perco a esperança de cutucar nossas autoridades. Repito o que tenho falado nos últimos anos. Da massificação atingiremos a qualificação. Precisamos, sem demagogia, de uma política para os esportes. Precisamos aliar esporte, educação e cultura. Só assim seremos uma grande Nação. Só assim seremos uma potência olímpica.
Bambambã
Justa homenagem
Como é bom ver gênios do futebol brasileiro sendo homenageados. Djalma Santos, Pepe, Zito, Mazzola, Dino Sani, Moacir, De Sordi e Orlando estiveram juntos em Brasília, pela conquista da Copa de 1958. Pelé era aguardado, mas não apareceu. Tudo bem. É bom para a memória relembrar daquela grande seleção.
Bumbumbum
Cuidado Santos
Tanto zagueiro para o Santos contratar e a diretoria acerta com Fabiano Eller. Neste péssimo momento, o Peixe merecia um reforço melhor. O futuro da equipe no Brasileirão não é do mais promissores. E Eller não é o mais cotado para salvar o Santos.
(*) Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Estará em Pequim, cobrindo as Olimpíadas e escrevendo uma coluna especial de lá. Fale com ele pelo e-mail mbernardes@brpress.net .