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Yahoo! Esportes - Duas histórias pouco conhecidas da Copa de 58
Duas histórias pouco conhecidas da Copa de 58
Sex, 27 Jun, 02h33
Por Celso Unzelte
Celso Unzelte

Cinqüenta anos depois da decisão contra a Suécia — completados no domingo, dia 29 de junho —, é quase impossível contar alguma história da Copa de 58 que a maioria das pessoas ainda não tenha ouvido. Imagine, então, duas histórias... Mas eu vou tentar...

1) Essa vai com o devido crédito ao amigo jornalista Roberto Benevides, que foi quem me contou:

Uma das inovações brasileiras para aquela Copa foi a inclusão de um psicólogo na delegação, o professor João Carvalhaes. Afinal, dizia-se até ali, o jogador brasileiro deixava-se abater psicologicamente na hora da decisão, como acontecera oito anos antes, na Copa de 1950, perdida dentro de casa para o Uruguai.

Supersticioso, Didi, um dos grandes craques daquele time, havia ocupado o mesmo lugar no ônibus que levava a delegação brasileira ao estádio para os jogos daquela Copa. Havia sido assim contra a Áustria (3 a 0), a Inglaterra (0 a 0), a União Soviética (2 a 0), o País de Gales (1 a 0) e a França (5 a 2). Estava “regulando”, como diziam em sua gíria os próprios jogadores de futebol toda vez em que uma superstição se confirma na prática.

Justamente no dia da decisão contra a Suécia, quem cismou de ocupar o lugar preferido de Didi? O psicólogo do time, João Carvalhaes. Inibido, com medo de ser chamado de supersticioso, Didi pensou muito antes de pedir ao psicólogo para que eles trocassem de lugar. Mas, no fim, acabou fazendo. O doutor Carvalhaes, rápida e surpreendentemente, pulou então da cadeira, dizendo: “Pelo amor de Deus, meu craque... Senta aqui. Se está dando certo, pra que mudar?”

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2) Qual a importância de dona Maria Luísa Machado de Carvalho na conquista da Copa de 58? Mulher de Paulo Machado de Carvalho, o chefe da delegação, ela nem sequer embarcou para a Suécia. Porém, às vésperas da viagem, foi ela quem tratou de costurar com suas próprias mãos, em todas as camisas, os números azuis e os escudos da CBD que brilhariam na Europa.

Para a decisão contra a Suécia, que também jogava de amarelo, aquele “fardamento”, como se dizia à época, não serviu mais. O jeito foi comprar às pressas um jogo de camisas suecas, azuis, e transplantar os escudos. Os números, porém, não poderiam ser também azuis, e por isso foram substituídos por amarelos. Para faze-los, foi preciso recortar o pano das próprias camisas utilizadas nos outros jogos, inutilizando-as para sempre, segundo depoimento do lateral-direito Djalma Santos.


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