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LDU cala Maracanã e o Brasil
(Sex, 04 Jul, 03h01)
 

Por Márcio Bernardes

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Foi um belo jogo. O Fluminense esteve melhor no tempo regulamentar. E o adversário mostrou mais competência e sorte nos pênaltis.

A arbitragem foi uma lástima. Não marcou no primeiro tempo um pênalti em Washington e anulou um lance legítimo de Cícero, pilhado em impedimento, mas em condições normais. E invalidou um lindo gol de cabeça de Cláudio Bieler na prorrogação.

Como disse o técnico argentino Edgardo Bauza após o jogo: uma equipe como a sua, sem tradição no futebol, tem de atravessar um penoso caminho e enfrentar muitas turbulências para ganhar uma Libertadores.

Outra coisa negativa foi o número de penetras no Maracanã. Registraram 78.918 pagantes e um público total de 86.027 espectadores.

Apesar da renda sensacional de quase 4 milhões, não é fácil fazer futebol profissional com tanta gente entrando de graça.

O futuro de Dunga

Ricardo Teixeira está convicto que Dunga não tem condições de dirigir o Brasil na Copa da África. E ele não tomou nenhuma atitude até agora porque seria, no mínimo, chamado de incoerente. Desde que assumiu o comando da seleção o desempenho do treinador é positivo. Além disso, a conquista da Copa América o consolidou momentaneamente no emprego.

Os últimos jogos amistosos nos Estados Unidos e contra Paraguai e Argentina, pelas Eliminatórias, mostraram ao país várias coisas. Entre elas que falta experiência ao treinador para comandar uma camisa pentacampeã num Mundial.

O maior culpado da chegada de Dunga ao comando da seleção é o próprio Ricardo Teixeira. Hoje ele está arrependido de não ter convidado o seu preferido; Vanderlei Luxemburgo. Aliás, o técnico do Palmeiras não continuou na CBF porque se meteu em tantas confusões, fiscais, tributárias, pessoais e morais, que naquele momento de CPIs no Congresso Nacional não havia como mantê-lo no cargo.

Última cartada

A recente atitude do Presidente da CBF, que chamou a Rede Globo e convocou Ronaldinho Gaúcho sem anuência do técnico, comprovou que Dunga está fragilizado. Se tivesse personalidade, como imaginávamos, teria pedido demissão. Como não fez isso acabou se enfraquecendo ainda mais moralmente.

Resta uma última carta para o treinador: vencer a Olimpíada. Com a medalha de ouro ele estaria mais fortalecido para tentar chegar à África. Mas até lá também terá de atravessar um oceano e vencer muitas batalhas.

(*) Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Estará em Pequim, cobrindo as Olimpíadas e escrevendo uma coluna especial de lá. Fale com ele pelo e-mail mbernardes@brpress.net.

 
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