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Yahoo! Esportes - Franceses comemoram 1998 com Juninho e Sonny Anderson
Franceses comemoram 1998 com Juninho e Sonny Anderson
Ter, 08 Jul, 07h48
Por Sérgio Rizzo
Sérgio Rizzo

ESTRASBURGO – O Stade de France, em Paris, receberá no próximo sábado uma festa de aniversário muito especial para os franceses. Em 12 de julho de 1998, o internauta ainda lembra, Zidane fez dois gols de cabeça e Petit completou os 3 a 0 contra o Brasil que deram à França seu primeiro e único título mundial.

Não diga isso aos franceses, mas eles se igualam aos ingleses no seleto grupo de campeões mundiais: ambos os países só levantaram a taça em casa. Uruguai, Itália, Alemanha, Brasil e Argentina ganharam ao menos uma vez como visitantes. O Brasil ganhou as cinco fora, duas das quais em outro continente – o único a obter esse feito.

Petit, aliás, será o único ausente no grupo dos campeões que entrará em campo. Estarão lá os símbolos da conquista – Barthez, Blanc, Desailly, Deschamps, Zidane – sob a batuta de “Memé”, o treinador Aimé Jacquet, que pouco mais de 10 anos atrás teve a coragem de barrar os antigos donos da seleção (Cantona e Ginola) e peitar a imprensa francesa.

Na final, “Memé” fez com que seu esquema pirâmide (4-3-2-1) bloqueasse a saída de jogo da seleção brasileira, com marcação dupla em Cafu, Roberto Carlos e Rivaldo. Com isso, forçou Aldair, Junior Baiano e Dunga a municiar o time. Deu no que deu.

Do outro lado do campo, no próximo sábado, os franceses gostariam que estivesse a própria equipe do Brasil que, em circunstâncias ainda não devidamente esclarecidas até hoje, naufragou de maneira apática há dez anos.

Como o Brasil não aceitou o convite, formou-se uma “seleção do mundo”, da qual vão participar os brasileiros mais franceses do futebol: Juninho Pernambucano, heptacampeão nacional pelo Lyon, atual ídolo maior (embora perdendo espaço para Benzema) e primeiro capitão da equipe, e Sonny Anderson, atual treinador de atacantes do Lyon, onde fez também história.

O francês Arsène Wenger e o búlgaro Hristo Stoitchkov foram convidados a treinar os visitantes, que reunirão atletas em atividade (como Buffon, Figo e Eto’o) a aposentados ilustres (Hierro e Batistuta, por exemplo).

O clima é de festa, mas a nostalgia apenas realça para os franceses a amarga participação na recente Eurocopa. Embora houvesse uma campanha nacional (reforçada por diversos campeões de 1998) para substituir Raymond Domenech por Deschamps, a Federação Francesa decidiu mantê-lo no cargo, “em observação”.

Até parece coisa do midiático presidente Nicolas Sarkozy: com as eliminatórias para a Copa de 2010 chegando, e depois a própria competição, não haverá por mais dois anos melhor candidato a rei da antipatia no país do que Domenech.


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