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Yahoo! Esportes - Na dança dos “professores”, Klinsmann agita o Hollywood FC
Na dança dos “professores”, Klinsmann agita o Hollywood FC
Ter, 15 Jul, 02h03
Por Sérgio Rizzo
Sérgio Rizzo

FRANKFURT – O início da temporada européia verá, como não ocorria há alguns anos, elevada expectativa em relação ao desempenho de bem-sucedidos “professores” em seus novos empregos. Como se sairão, por exemplo, Felipão no Chelsea e José Mourinho na Internazionale?

E mais: Juande Ramos reviverá o bom trabalho com o Sevilla no agora reforçado Tottenham? Luís Aragonés substituirá Zico à altura no Fenerbahçe? Claude Puel levará o Lyon ao octacampeonato francês (e às semifinais da Liga dos Campeões, obsessão do presidente do clube, o todo-poderoso Jean-Michel Aulas)?

No cenário das seleções: como será o trabalho de Fabio Capello, Marcelo Lippi e Carlos Queiroz no comando de Inglaterra, Itália e Portugal nas eliminatórias da Copa de 2010? Raymond Domenech, contra a opinião pública francesa, conseguirá renovar a debilitada seleção? (Potencial equipe da França para a Copa de 2010, segundo a revista “Onze Mondial”, a partir da aposentadoria de veteranos e no esquema 4-2-3-1: Mandanda; Sagna, Mexès, Gallas e Clichy; Flamini e Diarra; Nasri, Ribéry e Ben Arfa; Benzema. Para guardar e conferir).

Por falar em Carlos Queiroz: Sir Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo (se permanecer no Manchester United) vão superar a sua ausência? Para a imprensa inglesa, o ex-assistente número 1 de Ferguson era uma espécie de pai para o melhor jogador europeu da última temporada e o principal responsável pela mentalidade ofensiva do time nas conquistas da Liga dos Campeões e da Premier League.

Outra incógnita relacionada a treinadores de emprego novo envolve o maior clube alemão, o Bayern de Munique, cujas estrelas levaram a imprensa do país a apelidá-lo, tempos atrás, de Hollywood FC.

Se assim for, faz sentido que o clube tenha buscado na Califórnia seu novo “professor”, o ex-atacante Jürgen Klinsmann, que assumiu a seleção alemã em uma fria e conseguiu levá-la ao terceiro lugar na Copa de 2006. Depois, entregou o boné para o assistente Joachim Low e foi se dedicar à família nos EUA.

Em 11 de janeiro, no entanto, ele assinou um contrato de dois anos com o Bayern, com início em julho. Isso mesmo: o contrato foi celebrado seis meses antes de Klinsmann assumir o cargo, depois do anúncio de que Ottmar Hitzfeld não continuaria à frente da equipe.

E o que fez o então futuro treinador do Bayern nesse período, segundo depoimento à revista “France Football”? Planejou as condições de trabalho e organizou a equipe técnica, com nove assistentes (os principais são o mexicano Martin Vasquez e o norte-americano Nick Theslof).

Depois da Copa de 2006, Klinsmann diz ter viajado muito, inclusive para o Brasil, onde afirma que se encontrou com Carlos Alberto Parreira para trocar idéias sobre a profissão. Nos EUA, acompanhou o trabalho de duas equipes da NBA, os Lakers e os Suns.

Quem banca todo esse profissionalismo? Uma ilustre diretoria composta, entre outros executivos, pelos ex-jogadores Karl-Heinz Rummenigge (presidente), Uli Hoeness (vice-presidente) e Franz Beckenbauer (presidente do conselho).

Parece o que ocorre no Brasil, não?

Entre as primeiras medidas de Klinsmann, figuraram a proibição de uso de celulares nas dependências de treinamento e o fim da pré e da inter-temporada fora de casa – desde a reapresentação, os jogadores se reúnem diariamente na sede do clube. Segundo o treinador, é a melhor maneira de integrar rapidamente o grupo. Em Munique, onde vivem todos.

O Bayern, como sempre, entra em campo para ganhar tudo – Bundesliga, Copa da Alemanha, Liga dos Campeões. Acompanhar Klinsmann nesse desafio será uma das principais atrações da temporada.


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