Como eu disse no início da semana, o presidente Roberto Horcades instalou uma investigação sobre o desvio de ingressos. A Nota Oficial estava nesta quinta-feira no site do clube, mas já foi retirada. Ainda dá tempo para ler na íntegra usando o link http://www.fluminense.com.br/FlufcNoticia.asp?idn=5619. Lá diz o seguinte: “...Internamente, o clube já constituiu uma comissão que trabalha em silêncio no intuito de identificar os erros cometidos para que severas e cabíveis providências sejam tomadas o mais rápido possível”.
Esse “silêncio” é que me preocupa. Na mesma nota, Horcades cita a assinatura de um TAC - Termo de Ajustamento de Conduta, com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para evitar novos erros. Está escrito assim: “A medida tem como intuito garantir conforto e tranqüilidade aos torcedores tricolores na hora da aquisição de ingressos, evitando assim confusão nas filas de venda e coibindo a ação de cambistas.“
O que o cardiologista esquece de mencionar é que o tal TAC foi assinado no dia 20 de junho, portanto, antes dos tristes episódios e não por causa deles. O clube já era processado pelo MP (processo 2007.001.217375-0) e por isso foi obrigado a assinar o Termo.
Mas eu não acredito que Horcades seja mentiroso. Parece coisa de mitômano. É claro que, como jornalista, não tenho como diagnosticar que ele tenha este sério distúrbio psiquiátrico. Mas, me parece, que fala como se quisesse que estas coisas fossem verdades.
A situação do presidente é estranha mesmo. O superintendente geral, Carlos Henrique Correia, principal suspeito pelas irregularidades de acordo com a matéria do O Globo, surgiu no Fluminense pelas mãos do vice presidente geral, José de Souza. Aliado na última campanha, mas que foi seu antagonista em pleitos anteriores. Não quer dizer que Souza tenha algo com isso tudo. Mas, Horcades pode não ter ascendência adequada sobre o superintendente.
A sensação para alguns sócios e beneméritos do clube amigos da coluna é que Horcades é uma espécie de “Rainha Mãe”. Tem uma função importante no cerimonial, mas, efetivamente, pouco influi na administração. E, olhando a desenvoltura de Celso Barros no futebol do clube, vemos que pode ser por ai mesmo.
Há pouco, aconteceu uma reunião/jantar na casa do presidente da Unimed e quase o pau comeu. Apesar dos desmentidos oficiais, após alguns drinks, Tote Menezes, vice de futebol e Celso discordaram a respeito de Dodô e Renato Gaúcho e discutiram feio. O que pouco importa. Quem paga as contas do futebol e contrata é a Unimed. Menezes pode espernear à vontade.