Há 19 anos, em 29 de julho de 1989, o futebol perdia Oswaldo Brandão, carismático técnico do Corinthians, do Palmeiras e da Seleção Brasileira, entre outras equipes dos anos 50 aos 80. Por isso, relembro aqui algumas histórias que se contam sobre ele....
Gaúcho de Taquara, onde nasceu em 18 de setembro de 1916, Brandão morreu aos 73 anos. Centromédio medíocre do Grêmio e do Palmeiras, destacou-se mesmo como técnico, a partir de 1947, quando estreou na profissão ganhando o Campeonato Paulista daquele ano pelo Palmeiras.
Ainda pelo Palmeiras, Brandão seria campeão paulista em 1972 e 1974 e bi brasileiro em 1972 e 1973. No São Paulo, ganhou o Paulistão de 1971. No Corinthians, Brandão imortalizou-se como o técnico campeão paulista do IV Centenário, em 1954, e repetiu a dose em 1977, quebrando o jejum de mais de 22 anos sem o título. Treinou, ainda, a Seleção Brasileira nas Eliminatórias das Copas do Mundo de 1958 e 1978.
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Austero e ao mesmo tempo paternalista, Brandão entrou também para a história do futebol por algumas de suas frases. Baseava-se nos números da camisa para indicar contratações aos dirigentes: “Presidente, eu estou precisando de um cinco, de um oito e de um nove”. Ou então para explicar seus esquemas táticos: “Recuo meu dois, libero meu cinco, avanço o meu dez...”
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Uma das tiradas irônicas que são atribuídas a ele passou-se durante um diálogo com um repórter de campo:
- Seu Brandão, que tal o gramado?
- Não sei, ainda não experimentei...
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Outra tirada de Brandão que entrou para a história, com base nos anos em que treinou o Indendiente, da Argentina, diz respeito à diferença que, segundo ele, havia entre o goleiro brasileiro e o argentino:
- O goleiro argentino é aquele que, quando a bola é cruzada para a área, vira para o beque e diz: “Deixa que ela é minha!” Já o brasileiro diz: “Vai que ela é tua!”