(BR Press) - Ainda estou perplexo com a transação de Alexandre Pato, que teve o passe comprado pelo Milan. Em plena puberdade, com apenas 17 anos, ele não joga mais no Brasil.
Pato sequer teve o gostoso sabor de jogar um Gre-Nal. Revelado no final do ano passado, logo cobiçado pelos grandes clubes da Europa, teve na semana passada a confirmação de sua saída do Internacional.
O que também me deixou boquiaberto foi o fato da torcida campeã mundial ter ido passivamente e com muita festa ao aeroporto Salgado Filho se despedir do atacante. Ou seja, o que acontece com nossos jovens jogadores que vão muito cedo para a Europa está sendo encarado pelos torcedores como um fato normal.
Os craques vão embora e, diante de nossa irrelevância cultural e econômica, temos de nos contentar em apenas “fabricarmos” e revelarmos bons jogadores. Sem desfrutá-los.
Os cartolas estão encontrando uma solução que não é a ideal, mas pelo menos ameniza a falta de categoria de vários times considerados do primeiro plano. A estréia de Vampeta no último sábado (04/08) deu uma nova cara ao Corinthians. Com muito mais qualidade no toque de bola e experiência no meio-campo, o que se viu foi um novo time, apesar de ainda estar longe do ideal.
O Santos foi buscar Petkovic. Craque indiscutível e de um caráter discutível, ele pode suprir a falta que a torcida está sentindo de Zé Roberto. Este, aliás, será tema de um comentário futuro; foi muito jovem para a Europa, voltou para o Brasil e não gostou de viver aqui. Por isso preferiu voltar para a Alemanha.
Roger Galisteu é a maior estrela do Flamengo e Romário é a referência do Vasco do Gama. Quase todos os grandes clubes brasileiros têm um veterano em ação.
Ainda é cedo para uma conclusão deste fenômeno. Mas a situação atual do nosso futebol é preocupante. Para dizer o mínimo.
Marcelinho Carioca
Faz uma semana que nos encontramos casualmente em um restaurante, no centro de Santo André. Conversamos rapidamente. Foi possível constatar sua vontade de ajudar o time da cidade, outrora velha raposa da primeira linha do nosso futebol e atualmente capengando na Série B do Brasileiro.
Gosto de Marcelinho. Tivemos um bom relacionamento quando ele jogou no Corinthians. Sempre fui fã do seu belo futebol e de sua indiscutível categoria. Muita gente fala do seu caráter e comportamento. Não tenho razões para censurá-lo ou criticá-lo. Torço pelo seu sucesso e para que ele recupere totalmente a forma, ajudando assim o Santo André a sair dessa situação humilhante e imerecida.
Marcelinho é inteligente e sabe que o sucesso desta sua volta ao futebol vai depender muito mais dele do que qualquer outra coisa.
Espero que dê certo!
Bambambã - São Paulo segue forte
É cedo para dizer quem será o campeão brasileiro. Mas o São Paulo mostrou contra o Grêmio que continua forte, com “panca” de campeão.
Ganhar fora de casa, como ganhou no último domingo (05/08), credencia o time de Muricy Ramalho a ser um dos favoritos.
O São Paulo tem elenco e um dos melhores técnicos do Brasil. E nesse Brasileirão recheado de equipes medianas tem tudo para chegar em primeiro.
Bumbumbum - Trapalhadas na Ferrari
A sensação que os brasileiros tiveram após o GP da Hungria de Fórmula 1 foi de decepção. Após a lambança que a Ferrari fez no treino de sábado (04/08), quando deixou Felipe Massa sem gasolina, os fãs do automobilismo se perguntaram: por que isso não ocorria na época de Michael Schumacher?
Massa chegou em 13o e agora está em quarto lugar no Mundial. Nos tempos de Shummy, isso não ocorria...
(*) Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Fale com ele pelo e-mail mbernardes@brpress.net .