A péssima fase do futebol carioca nestas últimas duas semanas do Campeonato Brasileiro tem seu maior expoente na atuação do Vasco da Gama. As nove derrotas e cinco empates do time mostram que nunca houve planejamento no clube para esta temporada.
Na Carioca, os comandados de Antonio Lopes não venceram nenhum clássico e isto, por si só, já era um prenúncio de que as coisas não seriam fáceis no Brasileirão. Mesmo assim, Eurico Miranda não teve a menor preocupação em buscar reforços para a equipe, que desde o tempo de Alfredo Sampaio, já precisava de reforços, principalmente, para a defesa.
As únicas contratações do Vasco com atenção à defesa foi Jonílson, que foi repatriado do Japão. Este jogador que teve sua melhor fase no Botafogo em 2006, nunca se firmou em lugar nenhum depois de deixar o Alvinegro. Até hoje os vascaínos não viram o cara jogar bola. O outro fracasso foi Beto.
Este então ficou desde o final do ano passado treinando e mantendo a forma na Colina, patrocinado pelos amigos Romário e Edmundo. Não tenho notícias sobre os esforços do jogador para abandonar aos encantos da noite. O fato é que Beto, com sua experiência e habilidade, poderia ser a solução para todos os problemas de proteção à zaga. Mas, parece que o futebol o abandonou.
Os zagueiros cruzmaltinos são jovens e sem muita experiência. E tudo isso dificulta a forma de jogar do time que segue o padrão Antonio Lopes. Ou seja, se fechar na defesa e sair rápido para os contra-ataques. É mais fácil o Vasco trocar o treinador do que o técnico adotar outra postura tática. Mesmo que o fizesse, o ex-delegado teria dificuldades enormes.
O meia Morais está prestes a sair do clube. O cérebro pensante da equipe já não tem o menor gosto de vestir a camisa da lista diagonal. O jogador não perde a oportunidade para não jogar. Elese considera desprestigiado pelo treinador e pela própria torcida não é condescendente com ele. Uma pena. Morais é um dos pouquíssimos armadores ambidestros e inteligentes do futebol do Rio.
Mesmo com um bom grupo de atacantes (Jean, Leandro Amaral, Alex Teixeira e Alan Kardec) falta tranqüilidade aos jogadores. Envolvidos, a cada jogo com uma nova formação e posicionamento diferente, não conseguem assustar ninguém. Claro que não estou falando do Atlético-MG.