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Yahoo! Esportes - “Causos” de Norte a Sul (parte 4)
“Causos” de Norte a Sul (parte 4)
Sex, 31 Out, 03h32
Por Celso Unzelte
Celso Unzelte

Os “causos” de futebol da coluna desta semana abrangem mais quatro estados brasileiros: Minas Gerais, Pará, Paraíba e Paraná. Na semana que vem, será a vez de Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Na seguinte, essa série se encerrará..

Talvez a figura mais folclórica da história do futebol mineiro em todos os tempos tenha sido um árbitro, chamado Alcebíades Magalhães Dias (1914-2007) e não por acaso apelidado de “Cidinho Bola-Nossa”. O próprio Cidinho, atleticano confesso, tratou de contar essa história, em uma revista Placar especial sobre o Galo, publicada em 1985:

“O Atlético jogava contra o Botafogo do Rio, no campo do Cruzeiro. Aí a bola foi para a lateral e Monte Cristo quis cobrar para o Botafogo. Eu, que estava apitando o jogo, disse para o Afonso: ‘A bola é do Atlético’. Augusto Rocha, que estava na lateral, ouviu e inventou que eu falei que ‘a bola é nossa’. Na verdade, eu bem que podia ter falado. Jogo amistoso eu dava um jeito de o Atlético não perder...”.

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A história futebolística mais folclórica sobre o Pará envolve, na verdade, um jogador gaúcho: Claudiomiro.

Um dos símbolos do Inter entre os anos 60 e 70, certa vez o “Bigorna”, como também era chamado, foi entrevistado assim que desceu na capital paraense, para um jogo pelo Campeonato Brasileiro. E saiu-se com a seguinte declaração:

“Estou muito feliz de estar aqui para jogar em Belém, terra onde Jesus nasceu...” ********************************************************************************

Originalmente alvinegro, o Botafogo de João Pessoa, maior campeão da Paraíba em todos os tempos, teve a estrela de seu escudo pintada de vermelho por causa do fanatismo de um... são-paulino!

Tratava-se do industrial José Flávio Pinheiro Lima. Paulista doente pelo São Paulo, ele se mudou para João Pessoa, fez-se conselheiro e, depois, presidente do Botafogo paraibano. Para torná-lo um pouco mais parecido com seu tricolor, Pinheiro Lima tingiu de vermelho a estrela que antes era branca.

A torcida resistiu um pouco, primeiro fazendo questão de chamar o Botafogo da Paraíba de “alvinegro da estrela vermelha”. Mas, depois, acabou incorporando a nova identidade. Tanto que, hoje, a própria letra do hino do clube assume: “Preta, branca e vermelha, do Tricolor do Contorno são as cores...”

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Coisas estranhas costumam acontecer no futebol do Paraná, terra de confusões dentro de campo e fusões fora dele. Nenhuma delas, talvez, tão estranha quanto a que envolveu o jogo entre Colorado e Toledo, pelo estadual de 1981.

Até os 42 minutos do segundo tempo, o Colorado vencia por 1 a 0. Então, o atacante Quaresma, do Toledo, chutou. A bola encobriu o goleiro Joel Mendes e ia entrar. Mas eis que invade o campo o preparador físico Luís Roberto Matter, do Colorado. Ele dá um chutão na bola e salva o gol do empate.

O juiz, Célio Silva, mesmo pressionado por jogadores e dirigentes do Toledo, teve de aplicar a regra 10: um gol não pode ser validado se um objeto estranho detiver a bola no caminho da meta. O “objeto estranho”, no caso, era Luís Matter, e por isso a partida teve de ser reiniciada com bola ao chão. Mais engraçado que aquele lance, só mesmo a justificativa que o próprio Matter daria depois: “Me deu uma vontade de dar um chutão...”


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