Definidos os confrontos das semifinais da Liga dos Campeões e da Copa Uefa, ficamos assim: a “série A” européia continua sob hegemonia inglesa, com três clubes da bilionária Premier League entre os quatro que ainda disputam o título (mas, é bom lembrar, o intruso sobrevivente tem força para derrubar o trio), e a “série B” será decidida por um clube ucraniano contra um alemão. A lógica prevaleceu.
Entre as ausências mais notadas, com provável impacto na divisão de vagas das próximas competições continentais, destaca-se a dos italianos, que não conseguiram emplacar ninguém entre os oito finalistas.
Até o Milan, que parecia destinado no papel a triunfar com alguma tranqüilidade na Copa Uefa, foi eliminado precocemente pelo Werder Bremen.
Portugueses (representados pelo Porto nas quartas da Liga dos Campeões) e franceses (por Olympique de Marselha e PSG nas quartas da Copa Uefa) também caíram fora “da Europa”, como os clubes se referem às disputas continentais.
Quem continua em ambas as disputas, e com a certeza de que levantarão os dois troféus, são os jogadores brasileiros, espalhados por todos os oito finalistas europeus.
Na Liga dos Campeões, dará Anderson (Manchester United) ou Denílson (Arsenal)? Daniel Alves (Barcelona) ou Alex (Chelsea)?
Na Copa Uefa, Diego (Werder Bremen) ou Alex Silva (Hamburgo)? Fernandinho (Shakhtar Donetsk) ou Betão (Dínamo de Kiev)?
Outros brazucas reforçam os elencos desses oito clubes, em mais uma prova da importância de nossos craques para a competitividade do futebol europeu.
Se Roman Abramovich tivesse mais paciência, e a turma de Ballack não dificultasse as coisas, haveria também Felipão no banco do Chelsea.
Palpites? Pura loteria, em cenário dos mais equilibrados tanto na Liga dos Campeões quanto na Copa Uefa.
Feita a ressalva, convém lembrar que uma final entre Manchester United e Barcelona reuniria as duas melhores equipes européias – as mais eficientes, as de futebol mais envolvente – dos últimos anos, bem como os dois principais jogadores do momento, Messi e Cristiano Ronaldo, e um elenco de coadjuvantes recheado de astros.
Seria um belo espetáculo para a final de 27 de maio, no Olímpico de Roma, sem nenhum demérito a Chelsea e Arsenal, que podem muito bem chegar lá.
Entre os outros possíveis confrontos da final, dois ocorreram recentemente: Arsenal e Barcelona decidiram a Liga de 2006, e Manchester e Chelsea fizeram a final de 2008.
Na Copa Uefa, os confrontos nacionais tornam as disputas ainda mais equilibradas. No lado alemão, entrará em campo a fortíssima rivalidade na região norte do país, entre Werder Bremen e Hamburgo, sediados em cidades vizinhas e donos de torcidas fanáticas. Do lado ucraniano, o time da capital, o Dínamo, enfrenta o da maior cidade da região leste do país, Donetsk.
Quem chegar ao estádio do Fenerbahçe, em Istambul, para a final de 20 de maio, disputará a primazia adicional de levantar a derradeira Copa Uefa. A partir da próxima temporada, a competição adotará formato semelhante ao da Liga dos Campeões e o nome de Liga Europa.