Montevidéu, 9 abr (EFE).- O presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF), José Luis Corbo, qualificou hoje de "insólita e incrível" uma versão surgida na Argentina segundo a qual a AUF teria contratado uma prostituta como "dama de companhia" para o juiz argentino Sergio Pezzotta, antes de uma partida das Eliminatórias.
Segundo um artigo da jornalista argentina Mariana Gastambide, a AUF teria contratado a prostituta para acompanhar Pezzotta antes da partida em que o Uruguai empatou com o Chile em 2 a 2, em 18 de novembro, em Montevidéu, pela terceira rodada das Eliminatórias.
"Isso não é sério. É lamentável que alguém esteja falando estas coisas", afirmou Corbo.
Pezzotta foi designado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) para apitar hoje a partida entre o Flamengo e o Cienciano, pelo grupo 4 da Copa Libertadores da América, em Cuzco.
O presidente da AUF qualificou de "insólita e incrível" a versão, e disse que será analisada pelos diretores da Associação, que analisarão a atitude a ser tomada.
"Realmente, estou espantado", acrescentou.
"É provável que iniciemos ações legais, mas vamos atuar com serenidade e estudar os próximos passos", afirmou Corbo.
"É um ataque gratuito. No entanto, estas coisas nos reafirmam em nossos valores éticos, princípios e forma de atuar", acrescentou o presidente da AUF.
Segundo a versão da jornalista argentina, a prostituta foi levada ao hotel em que se hospedaram os juízes argentinos Pezzotta, Sergio Cagni e Hernán Maidana.
"Pezzotta foi bem atendido pela dama, e os encontros entre ambos chegaram a se repetir posteriormente, em Buenos Aires", acrescenta.
A versão assinala que os diretores da AUF "pagaram muito bem pelos serviços da prostituta", mas "ficaram muito irritados com o fato de Pezzotta não ter favorecido a seleção uruguaia".
O juiz argentino marcou um pênalti duvidoso a favor da seleção do Chile, no segundo tempo do jogo. EFE jf/gs
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