Buenos Aires, 9 abr (EFE).- O árbitro argentino Sergio Pezzotta negou nesta quarta-feira que tenha sido vítima de uma tentativa de suborno para beneficiar a seleção do Uruguai no empate de 2 a 2 com o Chile, em 18 de novembro, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da África do Sul 2010.
Segundo informações da imprensa uruguaia nesta quarta-feira, a tentativa de suborno ao árbitro da partida de hoje entre Cienciano e Flamengo, pela Libertadores, aconteceu com o suposto envio de uma prostituta ao hotel de Montevidéu em que o trio de arbitragem estava hospedado.
"Isso tudo é de muito mau gosto. Fico surpreso. Evidentemente querem prejudicar a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) ou a mim", disse Pezzotta à rádio "La Red", de Buenos Aires.
"Neste meio há muitas pessoas ao seu redor que, às vezes, querem lhe prejudicar. Tenho a consciência tranqüila", acrescentou.
O diário uruguaio "La Republica" informa nesta quarta que foi tentado o suborno a Pezzotta com "uma dama contratada pela Associação Uruguaia de Futebol".
"A manobra não deu os resultados esportivos esperados, mas o suborno concretizou-se", afirma a publicação devido ao resultado final, um empate.
O jornal afirma que a "dama de companhia" esteve com Pezzotta durante sua estadia no hotel Regency Palace.
"Se tivesse tido conhecimento de alguma tentativa de suborno, o denunciava imediatamente", assegurou Pezzotta.
"Há setores que buscam problemas onde eles não existem", disse.
Pezzotta foi criticado por parte da imprensa uruguaia após o jogo das Eliminatórias por ter assinalado um pênalti considerado "duvidoso" a favor do Chile. EFE ee/plc