Será que Ronaldinho Gaúcho volta para o Brasil? São Paulo ou Flamengo? Não sei. Mas, se sou ele, retorno ao país, emprestado pelo Milan que não quer negócio. Fico um ano por aqui. Porque ainda tenho bola para jogar e encantar no mundo. E, no Brasil, serei rei. Como é Ronaldo. Como poderá ser Adriano. Fred. Como foi Nilmar com um gol de Pelé, de Maradona, de Messi. Um gol espetacular. Mas “repetível”.
O que não deve se repetir neste mundo foi o de Pedrão. Que, pelo Barueri, fez um gol de outro planeta. Dentro da área, sem ângulo, chutou uma bola que Magrão espalmou na trave, a bola subiu, subiu..... E caiu dentro do gol. Foram mais de 3 segundos do chute até o gol. Tempo de gol do meio-campo, como aquele de Rivaldo, em 1993, pelo Mogi. Ou o de Xabi Alonso, pelo Liverpool, em 2006. O de Fred, pelo América Mineiro, em 2003, pela Copa São Paulo. Ou outros tantos gols do meio-campo. Nenhum de dentro da área. Nenhum como Pedrão.
CORINTHIANS 0 X 1 INTER – Não foi um grande jogo – ou o que se esperava, um duelo de seis pontos que pode valer título lá pela 38ª. rodada. O campeão paulista invicto estava desfalcado dele e de outros oito titulares. O Inter só não tinha o ótimo volante Sandro. Fez um gol do tamanho do Pacaembu. Mas muito mais não fez. Também porque não foi preciso. Também porque, como o Corinthians, tem jogo duro pela Copa do Brasil já na quarta-feira.
Agora, no caso alvinegro, segundo Mano, muita gente poderia se machucar pelo cansaço das decisões seguidas – diferentemente do Inter -. Por ele, fora Ronaldo, um caso sempre à parte, os oito ausentes não suportavam mais tanto jogo decisivo. Segundo ele, era a hora de pensar “um pouco mais à frente”. Mas não passou da hora de entender que um jogo como é esse é sempre decisivo lá na frente? Enfrentar um Inter iluminado, que joga e não deixa jogar, mesmo em casa, não era o caso de jogar o mais completo possível? O projeto corintiano é estar na Libertadores-10, ano do centenário alvinegro. Pela Copa do Brasil é mais curto. Mas o BR-09 pode ser ainda mais longo perdendo pontos para o Inter no Pacaembu.
CRUZEIRO 2 X 0 FLAMENGO - O Flamengo era mais time, ao menos mais perigoso, até o pênalti discutível de Jancarlos. Sim. Discutível. Teve o lateral real intenção de meter a mão na bola? Dava tempo para raciocinar depois da cabeçada de queimar a roupa e a pele de Emerson? Eu não marcaria. Mas sei que seria marcado a ferro e fogo por isso.
Mesmo com dez por mais de 75 minutos, o Cruzeiro soube muito bem como se segurar. E foi letal no contragolpe. Marquinhos Paraná mais uma vez fez de tudo - desta vez como lateral, Fabrício ajudou a fechar, e Ramires, bem, Ramires corre por dois e joga quase tudo isso. Deu para compensar.
Não só o ataque rubro-negro não faz gols. Até Kleberson, em grande fase, perdeu um que não se perde, em belo lance de Ibson. Quando acertou a meta, Fábio fez das dele. No fim, Ramires fez um golaço de Ramires, em bola longa muito bem trabalhada pelo Cruzeiro. Um placar dilatado demais pelo que foi a partida.
FLUMINENSE 1 X 0 SÃO PAULO - O gol de Maurício foi lindo. Bosco nada poderia fazer. Nem ele, nem Ceni. Mas um pulo, digamos, um pouco maior, com mais atenção, mais vontade, não faria mal a ninguém.
O “segundo” gol tricolor também teria sido indefensável. Mas um erro indefensável de posicionamento do bom assistente Paulo Ricardo Conceição impediu Maicon de anotar o gol de cabeça. Ele marcou impedimento de Edcarlos que não participou efetivamente do lance, aos 46.
Dagoberto se atirou dentro da área na primeira etapa e nada aconteceu. Aliás, nada fez o São Paulo na primeira etapa. Faltou ritmo, inspiração e felicidade na escalação. O 4-2-2-2 com Renato Silva na lateral e Richarlyson na zaga não deu liga, Também pela pouca inspiração.
Com Marquinho mais à frente, fazendo a de Conca, Thiago Neves teve ainda mais liberdade para jogar no 4-2-2-2 básico de Parreira. Suprindo a ausência de lances pelos cantos, pelos problemas dos laterais tricolores.
GRÊMIO 1 X 1 SANTOS - Réver e Léo estão desde 2008 entre os melhores zagueiros do país. Mas o gol que o primeiro marcou no Olímpico é daqueles que nem todos os atacantes do Grêmio conseguem fazer.
O golaço de Molina empatou um jogo que parecia decidido, aos 40 minutos. Um gol do colombiano que poucos brasileiros conseguiriam fazer numa rodada de belíssimos gols.
Com três zagueiros, e pelo DNA de Ruy e Fábio Santos, é mais que dever que eles avancem, ataquem, criem, articulem. Mas, fora Souza, quem faz isso no Grêmio?
Tcheco, num jogo como o do Olímpico, poderia sair um pouco mais para o jogo. Para ajudar Souza, sem sacrificar tanto Adilson.
Neymar e Paulo Henrique jogam. E vão jogar muito. Sobretudo se simplificarem o jogo. Já sabemos que eles sabem. Precisam saber jogar mais rápido. Algo que o tempo ensina
PALMEIRAS 2 X 1 CORITIBA - Com apenas Maurício Ramos e Willians de titulares (Wendel e Mozart ainda não são), o Palmeiras (num 4-3-2-1) criou mais que o Coxa (com uma formação teoricamente ofensiva, mas na prática retraída), porém tomou um gol num pênalti que eu daria apenas tiro livro indireto de Jefferson, na “infração” sobre Márcio Gabriel.
O Palmeiras pode reclamar de um pênalti não marcado, como o Coxa pode discutir a posição de Keirrison no gol da virada. Mas, pelo jogo, e com os titulares decisivos na segunda etapa, fez-se a lógica.