RIO DE JANEIRO (Reuters) - A nadadora Rebeca Gusmão foi
absolvida de uma acusação de doping pela Corte Arbitral do
Esporte, última instância da justiça desportiva internacional,
informaram nesta sexta-feira representantes da atleta.
O caso é referente ao Troféu Maria Lenk de 2006, quando a
brasileira teve um exame antidoping positivo, mas a contraprova
da amostra foi negativa.
A velocista, que está suspensa preventivamente desde
novembro, ainda será julgada pela Federação Internacional de
Natação (Fina) por outra suspeita de doping. Rebeca teve um
exame realizado durante o Pan-Americano do Rio, em julho de
2007, com resultado positivo para altos níveis do hormônio
masculino testosterona.
"Ainda tem mais um julgamento na Fina, mas essa primeira
absolvição no CAS era muito importante. Se ela for absolvida
pela Fina, ela vai voltar a competir, inclusive na Olimpíada",
disse à Reuters uma representante da atleta.
A defesa de Rebeca disse em comunicado divulgado nesta
sexta-feira que o painel do CAS concluiu que "não havia
jurisdição suficiente para analisar o caso", durante audiência
do dia 7 de março, em Lausanne, Suíça.
O caso de suspeita de doping no Pan deve ser julgado nas
próximas semanas pela Fina, de acordo com a assessora da
nadadora. A defesa de Rebeca alega que houve erros de
procedimento durante a realização dos exames antidoping dos
Jogos.
"Se ela for considerada culpada pela Fina, nós ainda
poderemos recorrer ao CAS", afirmou a representante, por
telefone.
Apesar de ter perdido os tempos obtidos no Pan do Rio,
devido ao exame antidoping positivo, Rebeca tem índice olímpico
para nadar os 50m livre. A marca foi obtida em 2007, numa
competição que seus exames antidoping foram negativos.
(Reportagem de Pedro Fonseca)