Havana, 9 jul (EFE).- A delegação de Cuba em Pequim será formada por muitos atletas com pouca experiência olímpica, especialmente no boxe, uma das principais fontes de medalha para o país.
Até o momento, 149 atletas cubanos já garantiram vaga nos Jogos e o número pode aumentar até para 158, de acordo com o Instituto Cubano de Esportes (Inder).
No entanto, 70% dos classificados não têm experiência olímpica, segundo o diário oficial "Granma". A publicação deu destaque para o fato de dez dos onze lutadores de boxe que tentaram vagas, estarem em Pequim. Todos eles vão estrear em Jogos Olímpicos, inclusive o campeão mundial Yordenis Ugas.
O boxe cubano entrou em declínio há alguns anos e o principal motivo é a deserção de lutadores, como Erislandy Lara. O boxeador abandonou a delegação de Cuba durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e acabou pego pela Justiça do Brasil.
Recentemente, Lara conseguiu fugir de seu país rumo à Alemanha para estrear como profissional. Segundo ele, seus problemas com o Governo cubano começaram depois de sua detenção pela Polícia brasileira em Praia Seca, no município de Araruama (RJ), junto com o também boxeador Guillermo Rigondeaux, por tentativa de deserção durante o Pan.
Rigondeaux, por sua vez, está em Havana, mas foi proibido de lutar.
O "Granma" também afirmou que as maiores esperanças de medalha em Cuba se concentram agora no atletismo, após o recorde mundial dos 110 metros com barreiras estabelecido por Dayron Robles. Outra aposta é Yargelis Savigne, campeã mundial de salto triplo.
Já o diretor do Inder, Cristian Jiménez, disse nesta semana que o objetivo do país é "se manter como uma potência olímpica" e estar entre os 15 primeiros no quadro de medalhas de Pequim.
Desde os Jogos de Montreal, em 1976, Cuba se manteve entre os 12 melhores e sua melhor posição foi o quinto lugar em Barcelona, há 16 anos. EFE