SHENYANG (Reuters) - A seleção brasileira contou com as
falhas da goleira da Coréia do Norte para conseguir, neste
sábado, sua primeira vitória na Olimpíada de Pequim: 2 x 1. Com
o resultado, o time lidera seu grupo ao lado da Alemanha, com
quatro pontos.
No outro jogo do Grupo F, a campeã mundial Alemanha
derrotou a Nigéria por 1 x 0.
"Não foi 100 por cento, mas o importante foi a vitória",
disse após a partida a meia Daniela Alves, autora do primeiro
gol da seleção brasileira.
Com o time masculino na arquibancada do Estádio Olímpico de
Shenyang, as brasileiras, vice-campeãs mundiais, tiveram
dificuldades na armação de jogadas e criaram pouco.
O técnico Jorge Barcellos fez uma mudança em relação ao
time que empatou em 0 x 0 com a Alemanha na estréia: Erika
entrou na vaga de Andreia Costa na zaga.
A equipe brasileira não começou bem a partida, mas ganhou
um presente aos 15 minutos, quando, após recuo, a goleira
norte-coreana dominou errado e Daniela Alves aproveitou para
empurrar para as redes.
Oito minutos depois, Cristiane enfiou bola para Marta, que
ganhou a dividida com a goleira -- que saiu mal --, girou e
chutou no alto para fazer 2 x 0.
No segundo tempo, as norte-coreanas quase diminuíram o
placar aos 14 minutos em uma jogada de cabeça que a atacante
tocou para fora, após saída em falso da goleira brasileira
Andréia Suntaque.
Logo depois, o treinador brasileiro realizou a primeira
substituição, trocando Cristiane por Pretinha.
As brasileiras controlaram o ritmo nos minutos finais, e
foram vítimas de algumas jogadas violentas das adversárias.
Já nos acréscimos, a Coréia fez seu gol, com um chute forte
de Kum Ri no meio da área.
O Brasil encerra sua participação na primeira fase diante
da Nigéria, na terça-feira. Os dois melhores times de cada um
dos três grupos, mais os dois melhores terceiros colocados por
índice técnico, se classificam para as quartas-de-final.
O jogo marcou a estréia do novo uniforme do futebol
brasileiro em Pequim, sem o emblema da Confederação Brasileira
de Futebol (CBF), conforme determinação do Comitê Olímpico
Internacional para que nenhum país jogue com escudos de suas
federações.
(Texto de Tatiana Ramil; Edição de Pedro Fonseca)