Quase 80 mil vascaínos fizeram belíssima festa no Maracanã para saudar o enfim líder da Série B. Demorou para o Vasco chegar na ponta. De onde, ao final das tantas contas, não deverá sair. Tem um time ajustado, até com boas opções de banco. Vai voltar campeão da Série B. Para tentar aprender algo que parece não saber o Fluminense.
Como pode? Como pôde? Como poderá fazer isso com o torcedor tricolor? Um Flu desorganizado. Desalmado. Desesperado. Desfalcado. Depauperado. Diminuído. Desmobilizado.
O mais triste é que não há nenhuma perspectiva de melhora. Nenhuma. Você olha para a defesa, não tem ninguém por lá. Olha para o meio-campo, pouco enxerga. Ataque? Só na prancheta mal rabiscada de Renato Gaúcho. Ele lota o time de defensores fora de casa, superlota de atacantes no Rio, e o bonde passa lotado, atropelando o Tricolor.
Quando Renato deu “graças a Deus por ter ganho um ponto contra o Barueri, no Maracanã”, o time de melhor ataque da competição, só não é o fim da picada porque ainda tem muita bola a rolar. E pouco time para jogar.
O jeito é o torcedor levantar a bandeira tricolor, levantar a poeira e o pó-de-arroz, e tentar ganhar no grito o que só se perde na grama. A mobilização linda que torcidas como a do Vasco e todos os demais que caíram de divisão fizeram na Série B bem que poderia ser antecipada ainda na primeira divisão. O Flu, infelizmente, já sabe o que é isso. Já padeceu na Segunda dos infernos. Até na Série C já purgou todos os pecados, em 1999. Quando começou a se reestruturar, iniciou a parceria de sucesso com a Unimed, e chegou até um chute de tentar a conquista do mundo.
Hoje, se consegue ganhar um jogo já faz festa. E é preciso o torcedor mobilizar-se para fazer festa para um time em clima de velório.
Ainda há tempo. Se não há time, que haja torcida.
G-4 – Tudo azul no Verdão líder, e no Verdão vice-líder. O Palmeiras ganhou seis pontos contra o Inter com a “família” Souza vencendo o Colorado. Diego foi o melhor com a bola nos pés, o volante Souza foi o melhor para recuperar dos rivais, e deixou os guerreiros da Casa Azzurra na ponta do BR-09.
Dois pontos à frente do Goiás que reestreou a bandeira Fernandão na boa e justa vitória diante do Santos. Meia-atacante que pode deixar o time esmeraldino menos veloz. Mas mais técnico. Com ótimas opções de banco. Hélio dos Anjos pode armar a equipe com Iarley e Felipe na frente e Fernandão. Ou Felipe Menezes e Fernandão com Iarley no ataque. Todas elas com a chegada dos ótimos alas Vítor e Júlio César. Enfim, um time pronto para brigar pelo G-4. E, quem sabe, por que não, o título?
Segue tudo aberto. O São Paulo perdeu para o redivivo Atlético Paranaense um jogo mais que perdível num estádio onde jamais venceu desde a reabertura. Mas tem mostrado um desempenho e tem um elenco que permitem sonhar de olhos bem abertos pelo tetra-hepta.
O Avaí é um exemplo para todos. Sem um grande elenco, sem experiência de clube e de elenco na primeira divisão, faz lindo com pouco. Faz bem quando parecia perdido, depois de sete rodadas abaixo d’água, e uma lanterna nos pés por três delas. E fez ainda melhor ao manter o treinador quando todos o varriam da Ressacada.
GRÊMIO - Duas belas goleadas sobre Flamengo e Atlético Mineiro. Resultados normais pela qualidade e camisa do Grêmio, e pelo impressionante ambiente do Olímpico. O problema é entender como o time não se acerta fora de casa. Não parece ser uma questão tática ou técnica. Parece um entrave psicológico que não deixa o Grêmio crescer.