Pulo o hexa. Já brigamos pelo hepta em 2014.
Será? Não é o caso de abaixar a bola como bem tem feito o próprio Dunga?
Claro que é. Tem Copa em país neutro. Tem quase um ano até lá. Tem Espanha. Tem Inglaterra cada vez mais forte. Ainda pode ter Argentina. Alemanha. Itália. Tantos.
Mas quantos do nível brasileiro?
Nenhum. Hoje. E, possivelmente, em 2010.
Mas bom mesmo é aguardar. Esperar. E vuvuzelar a Seleção.
TIME DO DINGA - “Sou brasileiro, não desisto nunca” de cornetar o treinador da Seleção. É praxe. É praga. Como a Seleção venceu brilhantemente a Argentina em Rosário, e se classificou para a Copa com inédita antecipação, preciso manter a nossa fama de mau – ou de bom – jornalista que se preza (logo, despreza tudo e todos). Isto é: para nós, coisa boa é coisa ruim. Como o time de Dunga, cada vez mais time, cada vez mais Dunga, só tem tido coisa ótima, fica ruim para nós. Ainda mais para quase todos nós que adorávamos odiar Dunga no banco como desgostávamos daquele Dunga dos tempos lazarentos da Copa-90.
Não há como contestar. E isso é péssimo. Até Ricardo Teixeira sabe que o Brasil pega no tranco. Quando a Seleção sai contestada é meio caminho para o título. Quando o Brasil deixa o país sob aplausos, boa chance de voltar sob (e pisando em) ovos.
Então, vamos criar “criiiiiiiiiise” no time de Dunga! É nosso dever cívico, patriótico, jornalístico, futebolístico, pachequístico! Começando pelo gol... Júlio César é o melhor goleiro do mundo. Cata ainda mais pela Seleção. Não tem onde: pulo... Maicon tem sido o melhor lateral do planeta. Daniel Alves tem entrado bem em qualquer função. Passo... Na zaga, Lúcio só é discutido por Van Gaal. Juan, quando não se machuca, é o melhor de todos. E os reservas (Miranda ou Luisão) têm sido precisos, como foi o segundo em Rosário. Na esquerda, André Santos tem se superado. Não é o ideal (Fábio Aurélio?). Mas o Brasil precisa ter algum problema...
Gilberto Silva tem funcionado mais que as críticas e os narizes torcidos. Felipe Melo é achado de Dunga. Inamovível. Irrepreensível. Como Kaká. Como Elano na bola parada, e mesmo na rolada tem se esforçado. Na frente, Luís Fabiano tem sido fabuloso. Outra bola dentro de Dunga.
Falta um dos 11. 0 camisa 11. Aquele que já foi o número um do Dunga. Aquele que mais jogou com Dunga. Aquele que não tem jogado 11% do que joga. Aquele que precisa saber que nem Kaká teve camisa cativa. Aquele que ainda pode cativar.
Aquele Robinho que ainda pode voltar a ser Robinho. Como o Brasil de Dunga voltou a ser dos melhores Brasis.
BR-09 – Sintomática a vitória palmeirense. Estreou um ídolo que jogou como se tivesse permanecido por anos no clube. Teve um pênalti doado pela arbitragem. Jogou menos e teve menos oportunidades que o bom rival. E ainda venceu bem a ponta.
Sintomática a vitória colorada. Mais uma vez jogou bonito e ganhou lindo de um bom Avaí. Com um a menos depois do primeiro gol. Com dois a menos depois do segundo gol. Parecendo sempre ter tido 10 ou 20 a mais que o Avaí. Como se não tivesse um ponto a menos que o líder.
Sintomática a vitória são-paulina. Poderia ter sido goleado por um Cruzeiro em formação. Mas achou uma tocante virada nos primeiros chutes dos bancários Marlos e Borges. Tem crédito no banco para buscar mais um título. O campeão não voltou. O campeão segue firme e forte.
Sintomático o empate com gols e sem futebol entre Fluminense e Náutico. Difícil imaginar que escapem.