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Hoje em esportes
Mais histórias de arquibancada
(Qui, 10 Set, 08h31)
 

Por Celso Unzelte

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As três histórias de arquibancada contadas por mim na coluna anterior estimularam muitos internautas a enviar suas próprias experiências. Aqui, publico duas delas, com os devidos agradecimentos e créditos a quem as enviou. ********************************************************************************

Marcelo Facin, de Bauru (SP), é torcedor do Palmeiras e do Noroeste, o time da cidade. Em uma tarde de domingo de 1997 (talvez 1998, ele não se recorda com precisão), o Norusca disputava a Série A3 do Campeonato Paulista e enfrentava o América de Rio Preto.

Em campo, segundo as palavras do Marcelo, o jogo estava “aquela beleza, pior que várzea”. Na arquibancada, apenas algumas testemunhas (“não dava para falar que aquilo era torcida...”). Talvez tivesse uns 200 corajosos.

Como a arquibancada estava vazia, dava até para ouvir os jogadores falando em campo. E vice-versa. De repente, um grito vindo da arquibancada ecoa por todo o estádio, assustando até os jogadores: "TRUCO, LADRÃO!!!!!"

Eram quatro torcedores jogando truco. Porque assistir ao jogo, realmente, estava difícil...

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Corintiano, Gilberto Pereira, de São Paulo, estava no Morumbi no jogo Corinthians x Goiás, pela Copa do Brasil de 2008. O Corinthians tinha perdido por 3x1 no Serra Dourada e precisava de 2 a 0 em São Paulo para se classificar à fase seguinte.

Quando o jogo já estava 2 a 0 e uma bola foi para a área do Goiás, Gilberto resolveu olhar atrás da rede, onde havia uma placa de publicidade, e fez um comentário: “A bola vai entrar na letra ‘V’ daquela publicidade de cartão de crédito...” E ela quase entrou, mesmo. Na jogada seguinte na área do Goiás, ele fez o mesmo comentário. E acertou em cheio: a bola acabou entrando, mesmo, na direção do tal "V" da placa de publicidade.

Naquela noite, Gilberto diz ter recebido o abraço coletivo de mais ou menos 100 pessoas, aos gritos alucinados de “Você já sabia, você já sabia!!!!!!!!” O único problema é que, a partir do momento em que acertou, ele passou a ser obrigado, quase coagido pelo público, a continuar mencionando a letra da placa de publicidade em cuja direção a bola iria entrar. “Ainda acabei acertando mais uma vez”, conta, orgulhoso. “Só que o gol foi anulado.”

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Aproveito esse espaço para convidar todos que gostam de história (e de histórias) de futebol para a palestra “Corinthians: 100 anos em 10 décadas”, que será ministrada por mim no sábado, 12 de setembro, no Auditório do Museu do Futebol (portão principal do Estádio do Pacaembu), às 14h30. A entrada é gratuita.

 
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