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Interlagos 'respira' Fórmula 1 e se prepara para vistoria final
(Sex, 09 Out, 05h48)
 

[imagem=8182#alinhamento=dir#legenda=Autódromo recebe ajustes finais para o GP#credito=353]

Ainda faltam seis dias para os potentes motores começarem a roncar no Autódromo Internacional de Interlagos para a penúltima prova da temporada do Mundial de Fórmula 1, mas o palco que pode definir o dono do título, restrito à briga entre Rubens Barrichello, Jenson Button e Sebastian Vettel, já começou a respirar os ares da decisão.

Nesta sexta-feira, a reportagem da Gazeta Esportiva.Net foi recepcionada por Carlos Montagner, há 15 anos diretor de prova do Grande Prêmio do Brasil, e acompanhou de perto os ajustes finais da infraestrutura que está sendo preparada para receber o circo da Fórmula 1.

Por enquanto, o magnetismo do cavalo, símbolo da Ferrari, que não terá Felipe Massa de volta ao cockpit, e os logotipos da Brawn GP, da Mc Laren, da Red Bull e das outras equipes participantes só podem ser vistos nos enormes contêineres colocados em frente aos boxes, já com os pisos repintados, mas ainda descaracterizados.

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Nada dos vistosos carros ou das belas modelos que costumam enfeitar o evento mais badalado do automobilismo mundial. Apenas martelos, serras e empilhadeiras dão o som ambiente para centenas de funcionários que agem de forma eficiente, mas discreta, para tudo dar certo na vistoria final da Federação Internacional de Automobilismo, marcada para a próxima quinta-feira, dia 15 de outubro.

"O Charlie (Whiting, diretor de corridas da Federação Internacional de Automobilismo) e o pessoal da Fia estarão aqui a partir de segunda-feira. Os próprios mecânicos costumam chegar apenas no domingo, mas saem para passear. O trabalho de montagem dos boxes deve começar segunda e o dos carros, apenas na quarta", explicou Montagner, admitindo estranhar o 'silêncio' registrado no autódromo nesta sexta.

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"Autódromo silencioso é complicado, mas é assim mesmo. Passamos quase um ano nos preparando para tudo acabar em seis horas de evento (entre treinos livres, oficial e corrida). Mas vale a pena, tanto que 70% das pessoas que começou a trabalhar aqui depois que o GP Brasil saiu do Rio de Janeiro (em 1990) continua", sorriu, enquanto um cachorro invadia a pista, cena inimaginável para um dia de treinos ou da corrida.

Montagner também manteve o alto astral quando questionado sobre o que efetivamente falta ser feito em termos de obras para atender às solicitações da FIA. "Em termos estruturais, a única mudança pedida foi em relação ao muro na Curva do Café. Agora os pilotos terão a sensação de que o muro acompanha a curva", explicou, lembrando que foi naquele local que o piloto Rafael Sperafico perdeu a vida, em dezembro de 2007, durante prova da Stock Car Light. "Além disso, falta pintar as faixas das bordas da pista na saída dos boxes e recolocar as barreiras de pneus", finalizou.

 

 
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