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Hoje em esportes
Equilíbrio marca disputa das quartas do Grupo Mundial da Copa Davis
(Qui, 10 Abr, 06h08)
Placar!
 

Redação central, 10 abr (EFE).- A Copa Davis volta à ação neste fim de semana com a disputa das quartas-de-final do Grupo Mundial, bastante equilibradas e com a presença dos mehores do circuitodo tênis profissional masculino.

Em Bremen, Alemanha e Espanha fazem um dos duelos mais indefinidos do fim-de-semana. Os espanhóis confiam em Rafael Nadal, mesmo poucos dias depois de ser arrasado pelo russo Nikolay Davydenko por 6-4 e 6-2 na final do Masters Series de Miami.

Nadal não jogou na vitória sobre o Peru em Lima, pela primeira rodada do Grupo Mundial, mas se disse totalmente comprometido com a equipe e negou qualquer problema com o capitão Emílio Sánchez.

Atual número dois do mundo, ele será o primeiro tenista espanhol no confronto e abre a série enfrentando Nicolas Kiefer, número 47 do Ranking de Entradas da ATP e segundo do país.

Na sequência, o alemão Philipp Kohlschreiber (25 do mundo) jogará contra o espanhol David Ferrer, quinto da ATP. Nas duplas, Kohlschreiber e Philipp Petzschner enfrentam Fernando Verdasco e Feliciano López, 31 e 34 de simples. Domingo, os jogos individuais se invertem.

Os alemães chegam desfalcados de Tommy Haas, que vive má fase e sofre com as constantes lesões, e Alexander Waske, especialista em duplas.

Será a 14ª vez que a Alemanha, vencedora da Davis em 1988, 1989 e 1993, enfrenta a Espanha, que conquistou o torneio em 2000 e 2004.

Os alemães venceram a série em nove desses confrontos.

A quadra do confronto terá o piso Rebound Ace, emborrachado e usado no Aberto da Austrália até o ano passado.

Quem vencer daí encara Estados Unidos ou França, que jogam na quadra rápida indoor do Lawrence Joel Veterans Memorial Coliseum, na cidade americana de Winston-Salem - estado da Carolina do Norte.

O favoritismo, que já era dos americanos por estarem em casa, aumentou diante dos desfalques do adversário: Jo-Wilfried Tsonga, atual vice do Aberto da Austrália, não joga por conta de uma lesão no menisco lateral do joelho direito, os franceses ficaram sem Richard Gasquet, que está com bolhas.

Gasquet é o décimo do mundo e Tsonga, número 13. Com isso, Paul-Henri Mathieu, que aparece no 12o lugar do Ranking de Entradas, assume o posto de primeiro tenista francês.

Com isso, Roddick, sexto do mundo, abre o confronto enfrentando Michael Llodra, 41 da ATP e que assumiu o posto de número dois francês.

A segunda partida terá Mathieu contra James Blake, oitavo do Ranking de Entradas e segundo tenista dos EUA.

No sábado, o jogo de duplas promete ser um dos melhores da série.

O veterano francês Arnaud Clement, substituto de Tsonga, faz parceria com Llodra e repetirá a final do Aberto da Austrália contra os irmãos americanos Bob e Mike Bryan, primeiros do mundo e que acabaram derrotados.

Fechando o confronto, no domingo, as simples se invertem. Roddick encara Mathieu, enquanto Llodra e Blake se enfrentam.

No Parque Roca de Buenos Aires, a Argentina recebe a Suécia sabendo que não encontrará as mesmas facilidades do confronto com a Grã-Bretanha, pela primeira rodada.

O confronto começa com David Nalbandian, destaque argentino e sétimo do Ranking de Entradas, enfrentando Thomas Johansson, que mesmo ocupando a posição de número 62 da ATP é sempre perigoso.

No mesmo dia, José Acasuso (40 do Ranking de Entradas) promete um duelo equilibrado com Robin Soderling, número um sueco e que ocupa a posição 39 na lista.

A quadra de saibro escolhida para o confronto vem incomodando bastante os suecos. O ex-tenista Mats Wilander, capitão da equipe, reclamou publicamente do piso, enquanto Johansson afirmou que é "extremamente lento".

A situação ainda pode piorar se caírem as chuvas previstas para o período do confronto, tornando a quadra mais pesada. Vale lembrar os argentinos não perdem em casa desde 1998.

Outra arma local é a presença de um torcedor ilustre: o ex-jogador de futebol Diego Maradona, que prometeu estar em quadra para apoiar os tenistas de seu país e infernizar os adversários.

Há dois anos, foi dele este papel na vitória argentina por 5 a 0, pela primeira rodada do Grupo Mundial. Bjorkman, que fazia parte daquele time, afirmou que foi "a experiência mais aterrorizante de sua vida no que diz respeito à relação com os espectadores".

Wilander parece ter focado seus jogadores para não se sentirem pressionados pela atitude da torcida nas arquibancadas, que deverão estar bem parecidas com as de um estádio de futebol.

No segundo dia de confronto, a Suécia leva certa vantagem por contar com o veterano Jonas Bjorkman, que já foi número um de duplas, jogando ao lado de Robert Lindstedt. Eles enfrentam Nalbandian e Guillermo Cañas, 24 do mundo e que curiosamente não foi escalado em simples pelo capitão Alberto Mancini. As simples de sexta se invertem no domingo.

Suecos ou argentinos ficarão de olho no confronto entre Rússia e República Tcheca, que jogarão no ginásio Luzhniki, em Moscou.

Marat Safin e Tomas Berdych abrem amanhã o confronto. O primeiro é o atual 87 do mundo e segundo da equipe da Rússia, enquanto o adversário aparece como nono da ATP e será o número um dos tchecos.

A seguir será realizada a patida entre o russo Igor Andreev, 27 do mundo e principal tenista russo na série, contra Radek Stepanek, 28 do Ranking de Entradas e primeiro tcheco.

No sábado, o capitão russo, Shamil Tarpischev, optou pela escalação de Nikolay Davydenko e Mikhail Youzhny, respectivamente quatro e primeiro do mundo em simples, contra os tchecos Lukas Dlouhy e Pavel Vizner, que aparecem nos lugares cinco e 14 na lista de duplas.

A presença de Davydenko nas duplas é motivada pelo cansaço - no domingo, ele conquistou o Masters Series de Miami com uma vitória sobre o espanhol Rafael Nadal pelo placar de 6-4 e 6-2.

"Hoje senti cansaço no treino por causa do vôo. Estava bastante confiante em quadra, mas tive um pouco de fraqueza. Não estou 100% preparado e amanhã não poderia jogar", disse o tenista, disse o tenista russo à agência "RIA Novosti".

No domingo, Andreev pega Berdych, enquanto Safin e Stepanek fazem o último jogo da eliminatória.

Atualmente, a série de confrontos entre russos e tchecos está empatada em 4 a 4. A Rússia venceu a Davis em 2002 e 2006, enquanto os tchecos ganharam em 1980, ainda sob o nome de Tchecoslováquia.

Ontem, foi anunciado que os jogadores que defenderem seus países na Copa Davis receberão pontos para os rankings da ATP a partir do ano que vem, e que as datas serão bem compatíveis com o circuito masculino profissional.

O motivo da decisão é estimular os melhores das listas a defenderem suas equipes - o que já está se refletindo nas disputas deste fim de semana.

O calendário da Davis de 2009 a 2011 ficou assim: a primeira rodada será na semana anterior ao Masters Series de Indian Wells; as quartas, logo após Wimbledon; as semifinais na semana seguinte ao US Open e a final, na semana posterior à Masters Cup.

Quanto à pontuação, o desempenho acumulado no ano anterior das quatro fases da Copa Davis e nas repescagens contarão como um resultado. Em 2009, esta pontuação será contabilizada como um torneio de categoria 500, e somará pontos os que forem melhor.

Nas simples, serão dados de cinco pontos (repescagem) a 75 (final) por jogo ganho - total que pode chegar a 625 pontos, já que há um bônus para os campeões. Nas duplas, quem vencer o título pode chegar a 350. EFE mlm/dp

 
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