Barcelona, 10 mai (EFE).- O técnico Frank Rijkaard, que dirigirá pela última vez o Barcelona no Camp Nou amanhã contra o Mallorca, se despede da equipe espanhola sem mágoa e afirmou em entrevista coletiva que foi "uma grande honra" realizar este trabalho por cinco temporadas.
Apesar de o presidente Joan Laporta tê-lo apontado como único culpado pela crise da equipe, o holandês preferiu não entrar em polêmicas e manteve a calma durante toda a coletiva.
Tirando importância do episódio, Rijkaard admite que deixa o Barça devido aos "mecanismos" e a lógica arrasadora do futebol. O treinador assumiu sua responsabilidade no sucesso e no fracasso e admitiu que se sentia "um pouco nervoso" diante de sua despedida no Camp Nou.
Em nenhum momento criticou os jogadores nem a diretoria do clube e disse que não ficou magoado com a forma como aconteceu sua demissão - a imprensa publicou antes que ele fosse informado sobre sua saída do clube e a chegada do novo técnico Josep Guardiola.
Quando perguntado sobre as declarações de Laporta, Rijkaard afirmou que pessoalmente não é de culpar ninguém.
"Assumo minha responsabilidade e isto é uma coisa natural.
Fala-se muito do presidente, mas ele não pode marcar gols. A área esportiva foi dirigida por mim e, se os resultados não foram os que queríamos, o que o presidente tem a ver com isso?", questiona.
O holandês, que afirmou que Laporta o comunicou da demissão na última quinta após a derrota por 4 a 1 para o Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu pelo Campeonato Espanhol, também agradeceu a seus jogadores.
"Cada um fez de tudo, dadas as circunstâncias. Sinceramente eles sempre quiseram o melhor para o clube, para eles mesmos e para seus companheiros", acrescentou.
"Estou muito tranqüilo em todos os sentidos. Sempre quis o melhor para o clube, a equipe, os jogadores e os sócios, mas sempre há pessoas que querem contrariar. É preciso ganhar juntos e sofrer juntos. Para vencer é necessáriop coragem, personalidade e vontade", afirmou o holandês.
Ele disse também que não tem planos para o futuro e que respeita toda a nova comissão técnica do Barça. Quanto a Guardiola, o holandês disse que o conhece pouco.
"Respeito-o muito. Pode fazer um grande trabalho, é um homem da casa e uma grande pessoa. Na verdade, não posso dizer mais nada", concluiu Rijkaard. EFE fa/ev/fal |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|
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