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"Para mim, é o maior momento da história do Avaí, a maior conquista, um momento de alegria e felicidade imensurável". A frase é do torcedor mais ilustre do Avaí, extasiado por ver seu clube de volta à Primeira Divisão após 30 anos. Com 32, Gustavo Kuerten nem se lembra de ter visto seu clube de coração na elite do futebol brasileiro. Agora ele saberá o sabor dessa conquista.
Sem fazer uma atuação brilhante, mas com muita disposição, o Avaí derrotou o Brasiliense nesta terça-feira, no Ressacada, chegou aos 66 pontos e não pode mais ser alcançado pelo quinto colocado. Está matematicamente na Série A do Brasileirão 2009.
Com foguetório digno de uma decisão, os jogadores do Avaí foram recepcionados como verdadeiros heróis, prontos para entrar para a história do clube. Empolgado, o time quase abriu o placar com menos de um minuto, quando William desviou um chute de Joelson para o meio da área e quase pegou de surpresa o goleiro Guto.
Porém, o Brasiliense, que já não tem mais pelo o que lutar nesta Série B, fazia um bom jogo também, sem se intimidar com a festa armada pelos torcedores catarinenses. Com isso, o gol, que parecia questão de minutos, teimava em não sair, para desespero de quem compareceu ao Ressacada.
A explosão de alegria quase aconteceu aos 29 minutos, quando Evando recebeu belo passe de Válber e tocou por cima do goleiro do Jacaré. Contudo, o volante Bidu assumiu o papel de vilão ao tirar a bola praticamente em cima da linha. Quatro minutos depois, o mesmo Evando tabelou com Válber, mas, na hora da finalização, já dentro da área, praticamente recuou a bola para Guto.
No fim do primeiro tempo, o camisa 1 candango foi surpreendido por um chute de fora da área de Joelson, em que William não soube aproveitar o reobote.
O segundo tempo começou e a agonia do Avaí só aumentava. A cada minuto que passava a equipe mostrava mais desespero e já não conseguia criar o mesmo volume de chances dos 45 minutos iniciais.
O time deixou de jogar em conjunto. Cada jogador queria decidir sozinho a partida e, com isso, a igualdade permanecia. Aos poucos, o Brasiliense começou a se aproveitar dos buracos deixados pela desatenta defesa avaiana. O maior susto aconteceu quando Aílson cabeceou duas vezes à queima-roupa e Eduardo Martini operou verdadeiros milagres.
Aos 30 minutos, com a três modificações já feitas pelo técnico Silas, o Avaí tentava chegar ao gol da vitória na base da raça. E ele saiu com requintes de crueldade, faltando menos de dez minutos para o fim da partida.
Aos 36, o artilheiro Evando fez boa jogada pelo lado esquerdo, driblou o zagueiro e chutou com força. No trajeto até o gol, cada milésimo de segundo parecia uma eternidade. A falha bisonha do goleiro Guto, que deixou a bola passar entre as pernas, já não tinha a menor importância, assim como os minutos finais, que pareciam tão etenos quanto os 30 anos de ausência. Quando Héber Roberto Lopes assoprou o apito, toda essa agonia já fazia parte do passado. Evando entra para a história.
AVAÍ X BRASILIENSE
Local: Estádio Ressacada, Florianópolis (SC)Data/hora: 11/11/2008 - 19h30 (de Brasília)Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)Auxiliares: José Amilton Pontarolo (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)Cartões Amarelos: Arlindo Maracanã (Avaí); Bidu (Brasiliense)Cartões Vermelhos:Gols:
AVAÍ: Eduardo Martini, Arlindo Maracanã, Rafael, Cássio e Jef Silva; Marcus Winícius, Batista, Joelson (Odair, 14'/2ºT) e Válber (Ferdinando, 28'/2ºT); Evando e William (Rafael Costa, 22'/2ºT). Técnico: Silas Pereira.
BRASILIENSE: Guto; Patrick, Fábio Braz, Ailson e Edinho; Coquinho, Juninho, Bidu (Thiago Felix, 39'/2ºT) e Adrianinho (marcinho, 40'/2ºT); Diogo e Jóbson. Técnico: Reinaldo Gueldini.
20:42 11/11/2008