Alguns rojões foram explodidos no setor onde estava a torcida visitante e foram apenas observados pelos corintianos nas outras partes do estádio - a confusão do outro jogo se deu depois da explosão de uma bomba. "Como prevíamos, correu tudo bem. Deu a regra", afirmou, aliviado, o tenente-coronel Hervando Velozo, chefe do policiamento.
O setor lilás, onde ficaram os 2 mil são-paulinos, era o que mais preocupava. O promotor Paulo Castilho acompanhou o jogo pessoalmente do local e gostou do que viu. "O que nós percebemos após a redução do número de torcedores visitantes (pouco mais de 5% do estádio foi reservado para a torcida do São Paulo) foi que a torcida não aceitava e criava uma confusão na saída. Hoje o ponto está reforçado e está sendo filmado e também estamos acompanhando pessoalmente a saída", disse Castilho.
O promotor voltou a defender a diminuição do espaço para as torcidas adversárias em jogos no Estado. Os últimos confrontos transcorreram normalmente, mas durante o Brasileiro a carga de ingressos para os visitantes aumentará para 10%, quantidade que está no regulamento.
"Se reduzindo o público, a gente consegue dar mais segurança, esta medida é justificada. Isto é uma tendência europeia e a gente sente que reduz os conflitos. Acho que esta é uma tendência, ao menos neste momento".