LANCEPRESS
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) aprovou nesta segunda-feira em uma reunião em Lausanne, na Suíça, a nova regra que limitará o número de jogadores estrangeiros em ligas nacionais. A partir de agora, a entidade exige que pelo menos quatro dos seis jogadores que estiverem em quadra durante toda uma partida sejam do país que promove a competição. Há a possibilidade de mais um estrangeiro ser liberado para jogar, de acordo com as regras do Certificado Internacional de Transferências (ITC).
A medida foi tomada principalmente por causa da Liga Italiana, que viu uma invasão de estrangeiros, inclusive de brasileiros, nos últimos anos. O Modena, por exemplo, possui cinco brazucas hoje: Sidão, Ricardinho, André Heller, André Nascimento e Murilo. Agora, apenas dois deles poderão estar em quadra ao mesmo tempo. A federação local coloca nesta "invasão estrangeira" a culpa pela queda na qualidade de suas seleções locais. Na década de 90, a Itália era uma potência no vôlei masculino. Atualmente, a equipe está sofrendo para buscar uma vaga na Olimpíada, o que tentará no começo de junho.
A medida da FIVB está desafiando os preceitos da União Européia (UE). A comunidade que concentra as principais potências políticas e econômicas do Velho Continente afirmou que a regra poderia ser considerada ilegal, já que nos países da UE a circulação de trabalhadores entre as nações não tem restrições. Porém, a FIVB afirmou em seu site oficial que a limitação de jogadores "é uma medida histórica para o vôlei mundial".
A entidade que regulamente o vôlei deu um prazo de três anos para que toda a regra seja implementada. A FIVB determinou que a limitação de estrangeiros seja feita aos poucos, em cada temporada, até ser consolidada em 2011.
11:40 12/05/2008