No primeiro jogo em Porto Alegre após o protocolo de intenções celebrado entre CBF e Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), não houve dribles à proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios.
Foi assim no Beira-Rio, na vitória do Inter sobre o Vasco. Espera-se o mesmo no domingo, quando o Grêmio enfrentará o Flamengo no Olímpico. Houve apenas uma dúvida em relação ao acordo assinado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o presidente do CNPG, Marfan Vieira, para reduzir a violência no futebol.
O texto proíbe a comercialização no interior dos estádios. Mas o que é exatamente "no interior"? Apenas das roletas para dentro? Ou o pátio está incluído, já que ali há bares e restaurantes? Contra o Vasco, o Inter adotou a primeira opção. O torcedor podia comprar cerveja até entregar o cartão magnético ao controlador. Dali em diante, só latinhas sem álcool.
O Inter pediu à CBF o adiamento da resolução. Quer um ano para se adequar à nova realidade, já que este foi o prazo definido pela lei do deputado Miki Breier (PSB) aprovada na Assembléia Legislativa sobre o mesmo assunto. A alegação é de que os contratos com ecônomos e fornecedores terminam só em quatro anos.