Paris, 13 mai (EFE).- A capital argentina, Buenos Aires, será palco da largada e chegada do Rali Dacar de 2009, primeiro ano em que a mais famosa competição deste tipo do mundo não será na África.
Uma parte do percurso foi anunciada nesta terça em Paris, num ato que contou com a presença de autoridades dos dois países e Etienne Lavigne, diretor da prova.
A prova vai de 3 a 18 de janeiro e terá aproximadamente 9.000 quilômetros de percurso, sendo 6.000 cronometrados, divididos em 15 etapas. A jornada de descanso será em Valparaíso, no Chile.
O início do rali será marcado pelas superfícies mais planas, passando depois a uma subida pela cordilheira dos Andes, o deserto do Atacama - com temperaturas e condições similares à África - e a volta à capital argentina. Até trechos com neve farão parte do percurso.
O percurso definitivo ainda não foi decidido e a organização segue trabalhando no terreno. Segundo Lavigne, resta pouco mais de um quarto do trajeto a definir.
Os organizadores tiveram carta branca de Argentina e Chile, com a única condição de respeitar espaços protegidos, tanto ambientais como históricos e arqueológicos.
Lavigne prevê problemas quanto à presença de público em cada etapa, já que há muito mais fãs dos esportes de motor na América do Sul que na África.
Os equipamentos dos participantes europeus do rali embarcarão de Le Havre, na França, no fim de novembro, chegando 21 dias depois à Argentina. O trajeto será pago pela organização - o que tornará o Dacar mais barato para os competidores.
Apesar de a organização do rali afirmar que sua intenção é voltar à África, as autoridades de Argentina e Chile querem manter a prova em 2010, quando os dois países celebrarão o bicentenário de sua independência.
A mudança de continente foi provocada pela falta de segurança prévia à edição deste ano, mais precisamente pelas ameaças de ataque terrorista na Mauritânia, que sediaria algumas etapas da competição.
"Para nós, é um desafio maravilhoso", disse à Efe o secretário de Esportes do Chile, Jaime Pizarro.
"Queremos organizar o melhor evento possível para que ele continue em nossos países. Particularmente, a intenção é ter o Dacar no ano do bicentenário", comentou Enrique Meyer, secretário de Estado de Turismo da Argentina.
Segundo Pizarro, o Chile investirá cerca de US$ 4 milhões para o evento e mostrará muitas regiões do país pouco conhecidas pelos turistas. Já a Argentina colocará mais US$ 3 milhões.
O diretor do rali, Etienne Lavigne, elogiou a disposição de argentinos e chilenos em receber a competição, o que ajudou na escolha da América do Sul para sediar a prova.
"São países que têm muita cultura nos esportes a motor", comentou Lavigne. EFE lmpg/dp |Q:DEP:pt-BR:15039000:Esportes:Automobilismo DEP:pt-BR:15041000:Esportes:Motociclismo|