Paris, 13 mai (EFE).- O francês Liliam Thuram, zagueiro do Barcelona, pediu hoje em Paris que os árbitros interrompam as partidas quando torcidas fizerem manifestações racistas.
"É mais fácil dar um cartão amarelo do que interromper um jogo", disse o francês, em alusão ao "caso Abdeslam Ouaddou", jogador marroquino do Valenciennes, da França.
Em fevereiro, Ouaddou avisou ao árbitro que tinha recebido insultos racistas da torcida do Metz, mas acabou levando um cartão amarelo.
O pedido de Thuram foi feito após a Comissão Européia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI, em inglês) declarar que o árbitro representa "a lei no campo" e deveria evitar as manifestações racistas.
O zagueiro afirmou que na Espanha existe racismo, assim como na França e na Itália, países onde também jogou.
"Infelizmente, na Espanha, como em outros países, ouvimos algumas coisas no estádio. Na última vez que jogamos em Madri, havia um torcedor fazendo barulho. Eu lhe mostrei a língua e ele se irritou", contou.
Por outro lado, Thuram qualificou como "compreensível" a atitude do camaronês Samuel Eto'o, seu atual companheiro de equipe, quando ameaçou deixar o campo em La Romareda, na partida contra o Zaragoza pelo Campeonato Espanhol em 2006. Naquele jogo, parte do público imitava macacos quando Eto'o pegava na bola.
"É preciso compreender até que ponto pode estar afetado para abandonar o campo", afirmou o francês, que não ainda não jogava pelo Barça na época do incidente. EFE jaf/plc |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|