LANCEPRESS
A estréia com vitória no comando técnico do Internacional – 2 a 1 sobre o Botafogo, na tarde deste sábado, no Beira-Rio – provocou um turbilhão de emoções em Tite, a ponto de levá-lo às lágrimas. Quando ele saiu do vestiário para a sala de entrevistas, encontrou a esposa e a filha no corredor. Elas se abraçaram nele. Tite não agüentou: chorou muito. Tanto, que preferiu voltar e dar um tempo no vestiário.
Lá fora, o presidente Vitório Piffero – apontado como resistente à contratação do técnico – abria-se em elogios.
- Ele é vibrante, participativo, sanguíneo. Era o técnico de que precisávamos - afirmou.
Ao seu lado, o vice de futebol Giovanni Luigi se referia às qualidades de Tite.
- Ele é um grande organizador de times. Viu-se isso em todos os times que treinou. E hoje foi a mesma coisa - destacou.
Em sua entrevista, ainda com os olhos vermelhos ("eu tenho uma grande família"), Tite revelou que dormiu mal as últimas quatro noites, as duas primeiras pelo assédio da imprensa e as duas seguintes pensando em como armar o time sem Fernandão. Afinal, como lembrou, o time não vencia havia um mês e estava na zona de rebaixamento.
- Já pensou estrear com derrota e passar mais uma semana entre os últimos?
Além do empenho, o técnico elogiou a disciplina tática do time. Classificou o primeiro tempo de “belo e efetivo”, pelos dois gols e pelo fato de seu 4-4-2 ter dominado o meio-campo.
- No 3-5-2, o Botafogo tinha um homem a menos no setor. O gol de Edinho foi uma conseqüência disso. Depois, no segundo tempo, com um homem a menos, jogamos com inteligência. Não permitimos infiltrações pelo meio e obrigamos o adversário a fazer os cruzamentos lá da intermediária - explicou.
Por fim, Tite reconheceu que a equipe tem muitas coisas a corrigir para o próximo jogo - domingo próximo, contra o Vitória, no Barradão – e reafirmou que evitará pressionar o time por vitórias.
- Vou focar o objetivo em jogar bem, fazer boa apresentação, ter o domínio do jogo. O que de bom conseguirmos será conseqüência disso.
22:30 14/06/2008