Para a assinatura do contrato definitivo ainda faltarão alguns detalhes, como passar os imóveis para o nome do Corinthians e o seguro que arque com 75% da obra caso as parceiras não consigam finalizar o projeto até setembro de 2010.
O consórcio e os proprietários dos terrenos chegaram a um acordo depois de reviravoltas. Até 19 de fevereiro, o valor desembolsado seria de R$ 35 milhões. Com o terreno valorizado, o preço chegou a R$ 100 milhões, mas depois recuou.
A negociação dos imóveis foi tratada pelas empresas com o procurador dos proprietários, Mário de Barros Duarte Garcia, do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra, especialistas em grandes transações imobiliárias. Para o Corinthians, valores são indiferentes. “Para nós, se for R$ 1 ou R$ 10 milhões não interessa. O certo é que não vamos gastar nada nessa negociação”, disse Heleno Maluf.
Adquirido o terreno, o caminho para a assinatura do contrato passa pelo cumprimento de outras exigências, principalmente com relação ao seguro. Depois que a Egesa, uma das parceiras, foi condenada pelo Tribunal de Contas da União a devolver mais de R$ 16 milhões aos cofres públicos, por indícios de superfaturamento na obra de estrada no Tocantins, o Corinthians quer ter a segurança que não herdará um “mico”.