LANCEPRESS
Um dos personagens da final da Copa do Brasil de 2002 estará na Boca do Jacaré no próximo sábado, mas não deve ser escalado. Trata-se do goleiro Donizeti, titular do Brasiliense há seis anos e hoje reserva do Gama – disputa vaga no banco com Cristiano.
O LANCE! o encontrou durante o treino do Gama, na última quinta-feira, no palco da fatídica decisão contra o Corinthians. Sem exageros, o Timão atrasou a vida de Donizeti. Se fosse campeão, ele iria disputar a Libertadores e teria chances de conseguir um contrato em um grande clube do Brasil.
O sonho era distante, mas ele, então com 22 anos, fazia planos. Paulista de São José do Rio Pardo, podia se consagrar em cima da poderosa equipe de Carlos Alberto Parreira.
– Seria tudo diferente, sem dúvida. Seríamos um time da Terceirão Divisão campeão da Copa do Brasil e na Libertadores, com atletas de futuro promissor... Infelizmente, não conseguimos. Mas foi um grande resultado para o Brasiliense porque ninguém acreditava e nós também não almejávamos tanto – diz.
Oito anos se passaram e Donizeti nunca mais passou por situação semelhante. Começou a carreira no União Barbarense, em 1993, conquistou a Segunda Divisão do Paulista pelo Ituano e, ainda amador, foi contratado pelo Flamengo. Como nunca teve chance no time principal, foi emprestado ao Brasiliense, em 2001.
– É como dizem: o bonde passou naquela Copa do Brasil e eu não consegui subir. E nunca mais passou outro para mim – brinca o goleiro.
O goleiro defendeu o Brasiliense até 2006. No ano passado, disputou a Série C pelo América-RJ, mas fracassou e resolveu voltar para Brasília.
– Foi aqui que construí minha vida e minha família, por isso não me arrependo de nada do que fiz. O que aconteceu era para acontecer e virou passado. Não lamento. Sou feliz com a família que tenho e com o que Deus me proporcionou – afirma.
Sem lamentos, mas com saudade daquela época em que era um goleiro promissor, Donizeti vai rever o Timão no sábado pela Série B e sem o glamour de uma final.
10:16 16/05/2008