Na primeira partida da Ponte Preta em sua casa no Brasileiro 2008, a Macaca só pensava nos três pontos. A iniciativa do jogo foi toda pontepretana, mas todas jogadas eram destruídas pela forte marcação do Bragantino. Mesmo assim a Ponte saiu com a vitória por 1 a 0 e os primeiros pontos na tabela.
Os torcedores que acompanharam a Ponte na fria noite de sexta-feira viram um jogo amarrado e muito prejudicado pela arbitragem de Giuliano Bozzano que invertia faltas e atrapalhava o jogo pontepretano em quase todos os lances. Faltas claras eram ignoradas para desespero dos torcedores e dos jogadores em campo.
No começo da partida, o time pontepretano encontrava certa tranqüilidade para trocar passes no meio de campo e chegava com facilidade à área do time do Bragantino. O gol quase aconteceu logo aos cinco minutos, com um bom chute de Renato que acabou sendo defendido pelo goleiro Gilvan.
Foi de Renato também a outra grande chance. Aos 19, um contra-ataque muito bem armado por Eduardo Arroz. Renato recebeu na intermediária, dominou e arriscou um chute da meia-lua. A bola tinha endereço certo, mas Gilvan, com as pontas dos dedos, conseguiu dar um leve desvio e o gol não saiu por muito pouco.
O Bragantino limitava-se a defender. Foram poucas as vezes na primeira etapa que o time visitante passou da linha do meio de campo. Tentando amarrar o jogo, o Braga ainda contou com a ajuda da arbitragem que não punia a demora na reposição de bola.
Pressionando, aos 39 foi a vez de Vicente arriscar de fora da área. O chute foi forte e caiu perigosamente próximo ao travessão. Aos 43, mais uma chance. Luis Ricardo fez boa jogada na lateral-direita, cruzou para a área e Wanderley quase abriu o marcador de cabeça.
O segundo tempo começou da mesma forma. O Bragantino marcava dentro de seu próprio campo e não arriscava uma jogada ofensiva. O time da Ponte tocava buscando brechas para chegar ao gol, mas as oportunidades reais eram raras.
Sentindo a dificuldade de penetração, Sérgio promoveu a estréia de Leandrinho aos 12 minutos. Logo em seguida, Renato invadiu a área e tocou para Vicente, que entrava. O lateral chegou chutando e a bola foi desviada para escanteio.
A Ponte apertava cada vez mais em busca do gol. Aos 17, a tentativa de cruzamento para a área acabou cortada, mas a bola que subiu caiu nos pés de Ricardo Conceição que, de primeira, chutou com categoria. Mais uma vez o goleiro Gilvan desviou.
Aos 23, pênalti para a Macaca. Wanderley fez jogada pela esquerda, cruzou para o meio da área onde Renato foi derrubado. O próprio Renato foi para a cobrança e marcou o gol da Ponte Preta. Um a zero.
A arbitragem voltou a aparecer negativamente na partida. Cartões amarelos eram distribuídos para pontepretanos com a maior facilidade. Aos 33, depois de uma jogada normal, quando Leandrinho desarmou um jogador do Bragantino sem fazer falta, o árbitro não só deu a falta como amarelo para o meia estreante. Por reclamação, Leandrinho acabou expulso sem sequer ter feito a falta no lance inicial.
Com um a menos em campo, a Ponte passou a se preocupar em manter o placar. Sérgio Guedes colocou o volante Bilica e o lateral Fabinho para ajudar na marcação. A tática funcionou e o placar foi mantido até o apito final
Agora a Ponte Preta já pensa no Ceará, jogo que acontece no próximo sábado, dia 24, às 16 horas, também no estádio Moisés Lucarelli. O técnico Sérgio Guedes poderá contar com o retorno do zagueiro César, que cumpriu suspensão nas duas primeiras partidas da competição.