O Real Brasil está liberado para disputar competições oficiais. A decisão de suspender o clube por 360 dias, imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), foi parcialmente reformada pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O julgamento de aproximadamente 50 minutos, todavia, não safou a equipe do Apocalipse (slogan que estampou a camisa do clube durante o Paranaense) do rebaixamento.
Na maior parte da audiência, o relator do caso, Francisco Antunes Maciel Mussnich, esmiuçou todo o caso, no qual o jogador Erinaldo da Silva Santos, de 26 anos, foi escalado de forma irregular em dois jogos do Estadual 2008. Além de ter atuado por Iguaçu e Real Brasil, o que já configura uma infração, Erinaldo ainda utilizou a documentação do seu irmão, Émerson, quatro anos mais jovem.
Pela falsidade ideológica, o STJD não alterou a punição de 900 dias de suspensão ao atleta. Já a suspensão do Real foi revogada, liberando o clube para seguir com as suas atividades. A alegação dos auditores foi de que a falsificação dos documentos não poderia ser feita pela pessoa jurídica (no caso, o clube), e sim pela pessoa física (o jogador). Entretanto, a perda de 12 pontos pela escalação irregular foi mantida.
Outra “vitória” do Real Brasil se deu em relação a multa: de R$ 5 mil, o STJD reduziu a pena para R$ 1 mil. Com esse resultado, a agremiação dirigida por Aurélio Almeida poderá disputar a Divisão de Acesso já em 2009.