Redação Central, 16 set (EFE).- A Renault emitiu um comunicado no qual declara que o chefe da escuderia, Flavio Briatore, e o diretor técnico, Pat Symonds, deixaram a mesma.
O breve comunicado também assegura que a escuderia que não contestará as recentes alegações feitas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) relativas ao Grande Prêmio de Cingapura do ano passado, e acrescenta que, até comparecer perante o Conselho Mundial do órgão, na próxima segunda-feira, a equipe não fará nenhum comentário.
Com a saída dos dirigentes, a Renault tem chances de se livrar de uma punição exemplar, como a exclusão da equipe não só da Fórmula 1, mas do automobilismo em geral.
Porém, no comunicado, não foi especificado se Briatore e Symonds foram despedidos ou pediram demissão.
As investigações feitas pela FIA de todos os documentos referentes ao caso do possível acidente voluntário do brasileiro Nelsinho Piquet na corrida de Cingapura, em 2008, para favorecer a vitória de Fernando Alonso, deixou os responsáveis pela escuderia sob enorme pressão.
Segundo uma declaração de Nelsinho Piquet aos responsáveis da FIA no dia 30 de julho, houve uma reunião entre ele, Briatore e Symonds antes do GP de Cingapura, e foi o diretor-técnico que lhe propôs para provocar a batida em uma curva na qual não havia guindastes, entre as voltas 13 e 14, para assim obrigar a entrada do safety car.
Dessa forma, vários pilotos aproveitaram para fazer um pit stop. Mas Fernando Alonso, que havia acabado de reabastecer, ficou na pista e ganhou várias posições cruciais para lhe darem a vitória.
A telemetria também indicou que na curva do acidente Nelsinho seguiu acelerando, o que é uma manobra incomum.
O comportamento de Pat Symonds, que em uma recente entrevista coletiva no circuito de Spa declarou que o próprio piloto teria proposto provocar o acidente, e depois se negou a responder outras perguntas, foi também crucial para considerar a culpabilidade da Renault. EFE