A obrigação de vencer o Brasil e apagar o mau resultado diante do Equador - empate por 1 a 1 em casa, no último domingo - marcou o discurso de dois titulares da seleção da Argentina, o meia Riquelme e o lateral Zanetti, na chegada a Belo Horizonte, na noite desta terça-feira.“Nós temos a mesma pressão que o Brasil, mas para nós não importa o que se passa com Dunga, e sim sair daqui com a vitória. Temos a obrigação de ganhar”, disse Riquelme, tentando ignorar a pressão sobre o técnico do Brasil, que recrudesceu após a derrota por 2 a 0 para o Paraguai, em Assunção.
“As duas seleções têm a obrigação de ganhar a partida. É um clássico mundial e temos a obrigação de jogar melhor do que jogamos contra o Equador", reforçou Zanetti, capitão argentino. Brasil e Argentina se enfrentam na noite desta quarta-feira, às 21h50, no Mineirão, pela sexta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
SORTE - Ao ser lembrado de que voltaria ao estádio onde liderou o Boca Juniors na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, pela Libertadores, Riquelme não alterou a fisionomia, mas admitiu: “Tomara então que a sorte permaneça e a gente possa ganhar a partida, que será muito importante para nós.”
Zanetti, por sua vez, diz que não encara o jogo como uma revanche da última Copa América, quando o Brasil saiu vitorioso. “São momentos distintos”, disse o lateral.