Londres, 18 abr (EFE).- O Liverpool terá de pagar 31,5 milhões de libras aos bancos em pouco mais de um ano se não quiser correr o risco de ter de vender o espanhol Fernando Torres e o holandês Ryan Babel.
Segundo o diário "The Times", o Liverpool pediu emprestado esse dinheiro para contratar Torres junto ao Atlético de Madri. A dívida foi refinanciada em 25 de janeiro, e assegurou um pacote de refinanciamento de 350 milhões de libras (437,5 milhões de euros).
O Liverpool conseguiu um empréstimo de 18 meses a uma taxa de juros de 9% - 2,8 milhões de libras (3,5 milhões de euros ao ano no câmbio atual) - com uma carta de crédito para devolver os 31,5 milhões de libras no final desse prazo.
Se o clube se mostrar incapaz de devolver ou refinanciar esse empréstimo, os bancos poderiam obrigá-lo a vender Torres e Babel, que fazem parte do pacote de refinanciamento, assinala o jornal.
O "Times" afirmou que raramente os clubes da primeira divisão inglesa contratam jogadores desta maneira, e que o mais normal é utilizarem o dinheiro gerado pelos direitos de televisão para reforçar o time.
O Liverpool tem de pagar 30 milhões de libras (37,5 milhões de euros) ao ano em juros pelo crédito contraído de 350 milhões de libras.
Essas revelações acontecem um dia depois do alvoroço criado por uma entrevista do co-proprietário do clube Tom Hicks, na qual atacou seus inimigos internos e externos, diz o jornal.
Hicks tem apenas seis semanas para conseguir o dinheiro que precisa para realizar seu objetivo de assumir a totalidade do clube.
Na entrevista, Hicks se queixou da parceria no Liverpool com George Gillett, e por isso está tentando conseguir o dinheiro necessário para comprar deste último seus 50% da equipe.
O empresário americano afirma que isso o permitiria "resolver toda a estrutura financeira" do Liverpool e ainda construir um novo estádio em Stanley Park com capacidade para 70 mil espectadores.
Gillett respondeu na noite passada aos ataques de Hicks com uma declaração na qual acusava o parceiro de desestabilizar o clube.
"Esta explosão de raiva de Tom Hicks me entristece. Se Tom quisesse uma discussão séria dos assuntos pendentes para ajudar o clube, deveria expor suas opiniões ao conselho", afirmou o co-proprietário, que assegurou que não venderá sua parte.
Hicks negou recentemente alguns rumores que circularam pela Inglaterra de que ele está sendo pressionado a refinanciar seu grupo Hicks Sport, que tem participações em várias equipes nos Estados Unidos.
Se ele quiser comprar a parte de Gillett do Liverpool, terá de se apressar, pois o prazo termina no dia 27 de maio, em função da oferta de 200 milhões de libras (250 milhões de euros) feita pelo fundo Dubai International Capital (DIC). EFE jr/mh
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