Lisboa, 18 abr (EFE).- O empresário português Sergio Silva, que supostamente investiria 38 milhões de euros no Boavista, de Portugal, foi detido pela Polícia portuguesa nesta sexta-feira e, caso os salários atrasados não sejam pagos, os atletas não devem entrar em campo no domingo contra o Nacional da Ilha da Madeira.
Segundo a rádio portuguesa "TSF", Silva foi acusado de emitir cheques sem fundo.
Joaquim Teixeira, presidente do Boavista, declarou há dois dias que o clube pode "terminar" nesta sexta-feira devido ao atraso de salários.
Segundo o cartola, o maior obstáculo é o recurso por falta de pagamento apresentado pelo Beira-Mar no Tribunal de Comércio de Gaia. A ação seria motivada pelo atraso dos salários do atacante senegalês Fary, cedido ao Boavista.
De acordo com a "TSF", dirigentes do clube e o Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) tentam buscar uma solução.
Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, disse que na reunião também estarão presentes o técnico Jaime Pacheco e os líderes do elenco: o lateral-esquerdo Mario Silva, Fary e o zagueiro brasileiro Marcelão.
Até o momento, os jogadores do Boavista não desistiram da greve anunciada no dia 8 de abril. Caso levem a paralização adiante, os atletas não vão entrar em campo no domingo, quando o time joga contra o Nacional da Ilha da Madeira pelo Campeonato Português.
A eventual falência do Boavista levaria à sua ausência das competições profissionais por um período de um a cinco anos. EFE mrl/plc
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