PARIS (AFP) - O juiz de recursos de emergência de Paris tomará no dia 29 de abril uma decisão sobre o pedido do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, para impedir a difusão na França de um vídeo em que aparece numa sessão sadomasoquista com conotações nazistas.
"Trata-se de uma tentativa de questionar a credibilidade profissional do patrão da F1", alegou o advogado de defesa de Mosley, Philippe Ouakrat.
Para Jean-Frédéric Gaultier, advogada da revista britânica News of the World, que publicou as fotos do vídeo e o disponibilizou na internet, "não se trata de um assunto de contuda e sim que o principal elemento é conotação nazista".
A News of the World difundiu em 30 de março um vídeo que mostra prostitutas vestidas com uniforme de prisioneiras e um cenário que supostamente lembra os campos de concentração nazistas.
Simulando interrogatórios, Mosley fala em alemão, o que levou a imprensa britânica a definir os fatos como "uma orgia nazista".