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Hoje em esportes
Conjunto de fatores leva jogadores a praticar atos de indisciplina
(Dom, 18 Mai, 09h08)
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Redação Central, 18 mai (EFE).- Os casos de indisciplina no futebol latino-americano surgem do conjunto de fatores, como a agressividade, temperamento forte, além do álcool, abuso do sexo, vida noturna e até drogas.

Muitos jogadores que desafiaram o comportamento profissional por curiosidade, agora lidam com problemas no rendimento dentro dos gramados e ameaçam pôr um ponto final em carreiras de sucesso.

A ex-coordenadora pedagógica do programa social "Escola da Família" do estado de São Paulo, Danieli Marguti, disse à Agência Efe que no futebol "esta questão é cíclica, pois os excessos são cometidos em sua maioria por jovens, que tem origem humilde e não estão preparados para a fama".

"O efeito desse dinheiro fácil que se consegue chutando uma bola, contagia as crianças que idolatram os jogadores, querendo seguir o exemplo esportivo, que é algo positivo. Porém, alguns combinam essa vida com a noite, drogas e sexo, prazeres que poucas crianças aprovam", ressaltou.

No Peru, o caso de indisciplina mais conhecido é o dos jogadores Claudio Pizarro, Jefferson Farfán, Andrés Mendoza e Santiago Acasiete, que o ano passado foram punidos pela federação local e foram afastados por 18 meses da seleção do país.

Os quatro jogadores, que apelaram contra o castigo, também deverão pagar 80.000 dólares em conjunto por terem participado de uma festa com mulheres e bebidas em novembro, em um hotel de Lima, onde a equipe estava concentrada após um jogo das Eliminatórias da Copa de 2010 contra o Brasil.

Já em 23 de março o jogador do Sporting Cristal, Antonio Lizarbe, de 19 anos, deu positivo para cocaína no exame antidoping realizado após uma partida do torneio Apertura do Campeonato Peruano.

Em 6 de dezembro, Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP) do Chile anunciou um acordo para diminuir a punição a seis jogadores da seleção nacional, que protagonizaram um escândalo em um hotel da cidade venezuelana de Puerto Ordaz durante a Copa América de 2007.

Pablo Contreras, Reinaldo Navia, Rodrigo Tello, Jorge Vargas, Álvaro Ormeño e Jorge Valdívia, do Palmeiras, foram suspensos por vinte jogos após se envolverem com as garçonetes do hotel.

Em comunicado, a ANFP afirmou que os jogadores "poderão ficar ser chamados para futuras convocações do técnico", o argentino Marcelo Bielsa. Para isso, terão que cumprir a metade dos 20 jogos de punição.

Na Bolívia, um dos casos que mais chamaram a atenção foi protagonizado em 2005 por Juan Carlos Arce, ex-Corinthians, Sergio Jauregui e Luis Alberto Gutiérrez na preparação da seleção sub-20 para o Campeonato Sul-Americano da categoria na Colômbia.

Os três jogadores beberam além da conta no hotel antes da viagem à Colômbia e foram cortados da seleção treinador uruguaio Walter Roque.

Já o jogador brasileiro naturalizado boliviano, Alex Rosa, do San José, foi despedido do Blooming após ficar nu em frente às câmeras de televisão no ano passado, quando seus companheiros de clube iam conceder uma entrevista coletiva no vestiário.

Danieli Marguti, especialista em psicologia da educação da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, conclui que grande parte do drama os ídolos do esporte vivem "passa pela falta de instrução e de preparação para assumir a responsabilidade de cuidar um pouco de sua vida pública e do exemplo que transmitem a outras gerações". EFE dub/plc |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|

 
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