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Hoje em esportes
Técnico colombiano diz que falta de instrução pode afetar vida de estrelas
(Dom, 18 Mai, 09h09)
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Jaime Bernal Bogotá, 18 mai (EFE).- O colombiano Gabriel Ochoa Uribe, considerado o técnico mais vencedor do seu país, afirmou que os problemas com drogas e álcool de grandes jogadores podem ser explicados pela "falta de uma educação adequada desde a infância".

"O jogador é um profissional e deve cuidar de sua vida fora do campo. É seu trabalho e não se pode transformar em um boêmio, ainda mais com as facilidades que as equipes oferecem hoje", disse o ex-técnico colombiano à Agência Efe.

Ochoa, que também é médico, foi goleiro na década de 1950 da equipe Millonarios de Bogotá, no qual teve como companheiros os argentinos Alfredo di Stéfano e Adolfo Pedernera, e também jogou no América do Rio de Janeiro.

Para o treinador, casos como os de Jardel, que se envolveu com drogas e o do argentino Ariel Ortega, que tem problemas com álcool, são muito complexos de resolver.

"Estes casos têm que ser tratados por especialistas e em lugares que se dedicam desintoxicar. O problema é que eles sempre serão propensos a ter recaídas, pois têm cargas emocionais muito fortes, seja quando vão em, seja quando vão mal", concluiu.

Segundo Ochoa, os problemas pessoais dos jogadores "são conseqüência da educação que recebem em casa, especialmente em sua infância".

"Há possibilidade de ter contato com vícios nos colégios e universidades, mas poucos têm oportunidade de chegarem até elas", acrescentou o colombiano, para quem a imprensa também tem uma certa responsabilidade.

"Os meios de comunicação não são culpados pelos atos dos jogadores, mas exaltam demais a figura dos atletas. Desta forma, eles podem se achar acima do bem e do mal", disse.

Ochoa não isenta de culpa os jogadores e clubes e pede mais compromisso de ambas partes para evitar que este tipo de comportamento seja tão freqüente.

"O jogador deve ter seus horários muito claros, assim como seus métodos de treino e de disciplina. O atleta vive cercado por muitos perigos. Por isto, o clube deve lhe fornecer um ambiente sadio", afirmou. EFE jb/plc |Q:DEP:pt-BR:15054000:Esportes:Futebol|

 
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