Foi a segunda eliminação seguida em confrontos mata-mata dentro do Morumbi em situações semelhantes. Antes, em abril, os são-paulinos precisavam de vitória de 1 a 0 diante do Corinthians, na semifinal do Paulista, para seguir adiante. Perderam por 2 a 0. “Eliminação é sempre uma coisa muito dura”, lamentou o lateral Zé Luis. “Virão as críticas, as cobranças, mas a gente precisa ter cabeça fria para se recuperar no Brasileiro mais uma vez”.
O São Paulo mostrou apatia, mesmo precisando de uma vitória para se classificar. “Foi um jogo diferente”, disse Zé Luis. “Perdemos um jogador no primeiro tempo e ficou muito difícil. O Cruzeiro é uma equipe muito qualificada. Quando fez o gol, acabou com o jogo”.
As críticas já eram sentidas logo na saída de campo e vinham do próprio elenco são-paulino. “A gente tinha que correr mais, se doar mais”, reclamou o atacante Borges. E ecoaram pelas arquibancadas, vindas da boca de uma torcida desacostumada a tropeços. Vaias, xingamentos à equipe - que foi chamada de “sem-vergonha” - e insultos ao centroavante Washington, que foi o algoz dos são-paulinos no ano passado e não conseguiu se redimir com os torcedores tricolores este ano.
“O torcedor pagou seu ingresso, tem direito de falar o que quiser”, reconheceu o capitão André Dias. “Mesmo com a eliminação, a gente se esforçou. Os mesmos que gritaram ‘sem-vergonha’, gritaram ‘é campeão’ com o título brasileiro do ano passado”.